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  já imaginas-te que poderia ter sido tudo bem diferente ? que íamos finalmente, depois de tanto esforço, ficar juntos. fomos ambos estúpidos, uns parvos. deixámos-nos enganar por todos, até mesmo por aqueles que nos queriam bem. deixámos-nos ir pelo que nos era dito, e pelo o que não nos era. estava cada vez mais difícil aguentar esta pressão de não sabermos a verdade, a verdadeira verdade. e chegou a um ponto em que o nosso amor já não era suficiente, por maior que fosse. deixámos-nos iludir por palavras, palavras essas que nunca saíram das nossas bocas mas sim de outras, e foi tudo acabando pouco a pouco.
 agora, o que seria de nós, eu e tu, juntos ? bem que queria saber, sentir, viver. e tu ? será que gostarias ?

Delírios de Amor - XXXIII

  Acordei era de manhã cedo. Nem sei o que deu em mim para acordar aquelas horas. O Benny e a Angel, já estavam maioreszinhos, e estavam muito bem de saúde. Como eram as últimas semanas de férias, fui tratar da papelada da escola para ver se estava tudo bem, ver se a minha turma estava como o ano passado, se teria novos professores, enfim essas coisas que me despertavam atenção. Arranjei-me e de seguida pus-me a caminho da escola que ficava nem muito perto, nem muito longe.
 Quando lá cheguei, estava lá o Lourenço, e pisquei os olhos 3, 4, 5 vezes antes de lhe dirigir a palavra. Fiquei mesmo surpreendida por ele ter vindo parar a esta escola e quer dizer ele não mora assim tão perto daqui. Está aqui algo a faltar e pronto, a curiosidade falou mais alto e lá fui ter com ele.
Iara: Lourenço! Por aqui ?
Lourenço: Iara ! Contava ver-te mais tarde, mas já que aqui estás aproveito para te dar uma novidade.
Iara: Espera,  novidade ?
Lourenço: Vim morar para cá !
  Só o que me faltava mesmo.
Lourenço: Não ficaste contente ?
Iara: Não é isso, estou só surpreendida, nada mais. - Ele abraçou-me de repente. Nem sabia o que dizer e abracei-o de volta.
Lourenço: Estás em que curso ?
Iara: Artes e tu ?
Lourenço: Desporto.
Iara: Hum. Esta bem.
Lourenço: Moras onde mesmo ? - E sorriu-me.
Iara: Na minha casa. - Sorri-lhe e fui andando para a minha sala até que ele agarra o meu braço, mas desta vez com delicadeza. Olhei para trás e ele largou-me.
Lourenço: Desculpa.
Iara: Não faz mal.
  E continuei a andar.
Lourenço: Espera !
 Olhei para trás.
Lourenço: Hoje à noite, queres sair ? - Fiquei a pensar se sim ou se não.
Iara: Sim, pode ser. - E sorri-lhe.
Lourenço: Vou te buscar .... ?
Iara: Depois, ligo-te.
 E continuei a andar sem me preocupar com ele, e fui directa até à minha sala ver se estava lá um professor como de costume.
 Lá estava ele, era o meu professor Gonçalo de educação física que lá estava.
Iara: Bom dia professor !
Prof.Gonçalo: Bom dia Iara ! - Sorri-lhe e nem precisei de dizer grande coisa para ele saber que queria alguma coisa. - Então e o que te traz aqui ? Ah senta-te vá. - Ele era sempre muito simpático.
Iara: Bem vim ver se as coisas da escola estavam em ordem, e vim ver também se a minha turma continua intacta.
Prof.Gonçalo: Ah por acaso, - e comecei a prestar atenção ao que ele dizia. - este ano, a vossa turma não está intacta.
Iara: Vão entrar alunos ?
Prof.Gonçalo: Também, e vão sair alguns.
Iara: Como ? Quem ?
Prof.Gonçalo: Andreia, Manel e o Filipe vão sair. - Fiquei mesmo estupefacta. Eles seriam as ultimas pessoas em quem pensaria que iam sair do curso, sim porque já estamos no último ano.
Iara: Nunca pensei que saíssem. Enfim, quem entra ?
Prof.Gonçalo: Fábio, - disse com alguma hesitação. - sim Fábio, - Fábio ? Ai minha vida. - e vai entrar também uma Maria.
Iara: Ah, esse Fábio... qual é o apelido dele ?
Prof.Gonçalo: Fábio Sousa.
  É o Fábio, ai minha nossa Senhora.
Iara: Ah, ah, okay.
Prof.Gonçalo: Mas porquê ?
Iara: Curiosidade. Hum, então eu vou andando que já fiz o que tinha a fazer. Mas responda-me a mais uma coisinha.
Prof.Gonçalo: Diga.
Iara: Vai continuar a ser meu professor não vai ?
Prof.Gonçalo: Vou sim, mais um ano que não te livras de mim. Ahaha.
Iara: Ahaha, ainda bem ! Então vou indo, até Setembro !
 Acenou-me e sorriu-me. Adorava aquele professor. Dos melhores mesmo.
Mas agora, a cena do Fábio anda a intrigar-me mesmo ! Porque é que ele veio para Artes ? Quer dizer, nem sabia que ele gostava disso. Bem, ainda pode ser que não seja ele e haja outro Fábio Sousa na zona o que acho impossível. Mas depois ligo-lhe e pergunto.
 Estava faminta portanto fui comer, porque nem pequeno-almoço comi e o meu lindo e maravilhoso estômago já estava a tratar de mo dizer em voz alta.

continua.

nunca mais

   magoaste-me, onde mais nada me importava e onde só tu me fazias feliz, arruinaste tudo o que havia entre nós. e parece que isso não te chega. continuas e continuas, até me veres estendida no chão, partida em pedaços, cada vez mais pequenos que outros. gostas ? de me ver assim ? és cruel, não és humano, não podes ser. amei-te, isso não te chegou ? aliás, não te chega ? ainda te amo por muito que me tenhas partido e ferido por dentro. não te devo mais importância nenhuma, mas não consigo evitar. agora, sei quem realmente és e quero distância de ti, já me magoaste demasiado não ?
 todas as memórias, os momentos, bons e maus, curtos ou longos, foram contigo e esses infelizmente foram os melhores porque agora não valem mais a pena. quer dizer, valem e de muito. aprendi a lidar com pessoas como tu, fortaleceu-me ainda mais, e a isso devo-te um obrigada. mas também um 'fuck you' por tudo o que me fizeste passar e como já disse para que isto não te chega, que o meu sofrimento ainda é demasiado pequeno para ti. vejo isso nos teus olhos, leio o teu pensamento de trás para a frente e continuo sem saber o porquê disto. dizias-te apaixonado, dizendo-me palavras de amor, dando-me carinho ao anoitecer, beijos durante a tarde e sorrisos na manhã. porquê ? porquê ? explica-me, sê homem uma vez na vida, já que ser homem não é despertar amor numa mulher e não amá-la.
  confiei em ti todos os meus segredos, medos, vivências, momentos, mentiras e carências. aproveitas-te da minha confiança, aproveitaste-te de mim, achas isso muito correcto por sinal. digo-te de novo que não és normal, humano, sensível, compreensivo, sensato, enfim, tudo o que aparentavas e dizias ser. digo-te que enganaste-me bem, muito bem mesmo. ai se o fizeste. dou-te os meus parabéns se era isso que querias ouvir depois de me teres feito palhaça durante tanto tempo. só queria saber se, este sofrimento todo aqui explicito, já te chega ?

how to love

  às vezes penso que sou uma pessoa insensível, fria e sem amor para dar. mas depois penso novamente e chego  à conclusão que estou sozinha e esse é o problema. o grande problema. tenho montes de amor para dar, só que, ninguém para o receber. quão triste é isto ? nem consigo calcular a solidão que para aqui vai, é tudo tão mais triste de se fazer, de viver ! sinto falta de tudo, de tudo mesmo. sinto-me sozinha,mesmo sabendo que tenho os melhores amigos de todo o mundo, sinto-me totalmente sozinha. e, pergunto-me o porquê. tento encontrar outras respostas, e chego sempre à mesma conclusão: amor. falta-me amor, sentir-me apaixonada, coisa que desde que me desiludi e segui em frente não tenho. sinto falta daquelas borboletas no estômago, daqueles pensamentos românticos com a pessoa que nos ama, e que amamos incondicionalmente, sinto falta de isso tudo. e bem, não penso encontrar assim alguém num piscar de olhos. quem me dera que assim o fosse. mas só desejo que essa pessoa chega bem de pressa à minha vida e quando chegar espero que não me desiluda e que me ame de verdade, assim como prometo amá-la desde já.

bright petals.