should i give up?

  é como se tu fosses eu, e mesmo tu não sejas eu sinto-o assim. dessa maneira. não quero ser aquela por quem tu dizes que foi só outra que se apaixonou por ti, mas sim aquela por quem se apaixonou por ti e tu te apaixonaste-te por mim e vivemos felizes até o tempo decidir por um ponto final. não me vais fazer declarar-me não vais? pois só falta na minha testa estar escrito isso mesmo. é difícil o suficiente manter-te por perto, quanto mais que sejas meu alguma vez. parecem aos montes, montes delas a gostar de ti e tu delas. mesmo sabendo que és capaz de amar a sério alguém, porque haveria de ser a mim não é? pois, percebo. não devia pensar assim, mas pronto, não me dás outra justificação. quero desistir mas quando estou prestes a fazê-lo tu voltas para mim, ficas mais próximo que nunca. percebe que não ajudas nisto tudo, nada mesmo. és o maior labirinto por onde passei.
 
   não sei o que sinto, não sei. estou feliz? capaz, estou triste? talvez. vejo coisas que mostram a realidade, identifico-me e lembro de coisas que não devia lembrar, de pessoas que não devia lembrar. lembranças que me trazem mágoa, tristeza, como trazem alegria, saudade. é um mar de emoções, que me fazem lembrar de ti, de nós. me fazem lembrar deles e delas, aqueles e aquelas que nunca deveriam importar. nunca mais. e mesmo assim, presumo que na minha memória ainda haja fragmentos de imagens, imagens desfocadas daquilo que fui ou sou ou era. nem sei mais. do cheiro, vêm-me coisas parvas, sem nexo. como se estivesse a cheirar o perfume de cada pessoa por quem passei, o cheiro que esse pode ser agradável como imundo. não percebo nada disto. o sabor, o teu sabor não é mesmo. mas, como o posso saber se nunca o cheguei a provar na minha boca? se nunca o senti nos meus lábios? como que se o meu desejo fosse tão real que conseguia provar-te assim, de longa distância sem precisar de contacto físico. o teu sabor, aquele que admirava enquanto ele estivesse nos meu lábios a palpitar. e do olhar, que esse me mata lembrando-me da cor dos olhos que alguém, ou pessoas, várias delas que olharam para mim. e mesmo não havendo cores distintas, cores que se destacam, aquela que tu guardas nos teus olhos permanece. um olhar frio mas que me seduz, que me faz parecer uma louca, uma anormal olhando estupidamente ridícula, admirando a tua forma simples de apenas olhar para mim. como se eu fosse especial, e tua. tua apenas no meu pensamento e coração. nos meus textos e lembranças e sonhos e saudades e alegrias. não fujas de novo, não sejas aquele estranho por quem passo todos os dias sem sequer um sorriso trocar. não me dez aquele teu olhar de desprezo, que mesmo não sendo para mim o é. e não vai mudar até me dizeres o que é, até me dizeres como és na realidade. isso, eu bem posso esperar. não me sinto com ciúmes. aliás, nem sei como me sinto. feliz? triste? apaixonada? usada? não quero saber de outro alguém na tua vida. esse alguém, não vai existir muito tempo. diz-se ciúme. e? se me sinto ciumenta, ao menos significa que sinto alguma coisa, enfim.

bright petals.