My Favourite Ginger

I should ink my skin, with your name. 
Take my passport out again, and just replace it. 
See, i could do without a tan on my left hand,
Where my fourth finger meets my knuckle. 
And i should run you a hot bath, and fill it up with bubbles. 

'Cause maybe you're loveable, 
And maybe you're my snowflake.
And your turn from green to grey, 
In the winter i will hold you in a cold place. 
And you should never cut your hair, 
'cause i love the way you flick it off your shoulder. 
And you'll never know just how beautiful you are, to me. 
But maybe i'm just in love when you wake me up.  

And would you ever get guilty, if you did the same to me? 
Would you make me a cup of tea, to open my eyes in the right way. 
And i know you love Shrek, 'cause we've watched 12 times. 
But maybe you're hoping for a fairy tale too. 
And if your DVD breaks today, you should have got a VCR
'Cause i've never own a Blue-Ray, true said. 
And i've always been shit at computer games,
And your brother always beats me. 
And if i lost, i'd go across and chuck all the controllers at the TV. 
Then you'd laugh at me and be asking me, if i'm gonna be home next week 
And then you'd lie with me, until i fall asleep, and flutter an eyelash on my cheek, 
Betweent the sheets.  
And you'll never know just how beautiful you are, to me. 
But maybe i'm just in love when you wake me up. 

I think you hate the smell of smoke,
You always try to get me to stop. 
But you drink as much as me, and i get drunk alot. 
So i take you to the beach, and walk along the sand, 
And i'll make you a heart pendant, with a peble in my hand.
And i'll carve it like a necklace, so the heart falls where your chest is. 
And now a piece of me is a peace of the beach
And it falls just where it needs to be, and rests peacefully. 
You just need to breathe to feel my heart against yours, now. 
Against yours... Now.  

So maybe i'm just in love when you wake me up. 
But maybe i'm just in love when you wake me... Up. 
Maybe i fell in love when you woke me up. 

Forgiveness, Love and Pleasure #30



Sol 



     Sol estava inquieto, claramente perturbado e chocado.
     Mas como?, pensava.
     Nada lhe parecia fazer sentido, mas tinha a certeza de que este fulano era o seu inimigo, Tema. A Lua até lhe confirmou. Só podia ser verdade. 
     Sol levantou-se e voltou para a mesa. Sentou-se no seu lugar, calmo, e enfrentou todos os olhares. Soltou um sorriso charmoso e explicou-se. Explicou o suficiente para se calarem e não fazerem mais perguntas.    
- Desculpem ter saído da mesa desta forma. Senti-me mal disposto. 
- Não faz mal, meu querido. Desde que estejas bem - falou Vénus, chegando-se a ele. 
     Luna olhou-o duvidosa e obviamente que não acreditou no que ele disse. Quando Vénus se chegou a ele sentiu-se definitivamente mal disposto. Estava farto e ela apareceu logo agora. Suspirou, largou-se de Vénus subtilmente e continuou o seu jantar com os olhos postos em Tiago. 
     Vénus nem reparara que Sol nem lhe estava a ligar alguma, quanto mais Mercúrio ou Mondy. Mas Plutão reparou. Pelo canto do olho, Sol conseguiu ver o olhar questionador e perspicaz de Plutão em si. Luna dizia-lhe, através da Ligação, para parar de olhar o convidado e continuar normal, ou pelo menos fingir. Sol não ligou a nenhum dos dois, estava demasiado ocupado a tentar encontrar vestígios, para além dos olhos, de que Tiago era realmente Tema. Personalidade? Se for, está muito bem escondida. Gestos? Nada de invulgar. Marcas? Se houvessem, a sua roupa ou falsa pele tapavam. Sol sentia-se frustrado e culpado. Se não tivesse ido embora este Tiago, Tema, não teria vindo atrás de Luna. Sol teria-a protegido. Mas foi. Foi por uma boa causa. A felicidade da Luna é uma boa causa, pensou, justificando-se.
     Por mais que Luna lhe dissesse para estar quieto e agir normal, Sol não lhe ligava. Deixa-me, Luna - dizia-lhe.
     Então pára de olhar o Tiago dessa forma! Estás a ser um idiota - Luna respondia. 
     Quando decidiram buscar as sobremesas, Luna literalmente obrigou Sol a ir com ela para a cozinha. 
- Ouve, Sol, o que raio se passa contigo? - sussurrou, para que ninguém ouvisse.
Suspirou - Nada, Luna. 
- Nada? Como nada? Saíste do jantar duma forma super esquisita e agora estás a lançar estes olhares ao Tiago super esquisitos. 
- Explico-te mais tarde. Tens de confiar em mim. Tens de acreditar em mim, está bem? 
     Luna olhou nos seus olhos e Sol percebeu que a perdoou. Sol perdoou-a e esqueceu o erro de Luna. Os ombros dela caíram como se tivesse acalmado, o seu olhar azul fitou-o esperançosa.
- Está bem.
     Ambos não conseguiam desviar o olhar um do outro, mas Sol teve de tomar atenção ao seu oponente.
     Tiago agia normalmente, como se Sol nem existisse ou como se a sua presença fosse apenas passageira, como uma brisa. Sol até preferia assim. Se Tiago não notasse nele, talvez não iria reparar que Sol já o tinha descoberto. Após a sobremesa, Tiago arrastou Luna para o jardim. Não vou deixá-la sozinha com aquele monstro - pensou, e agiu mais rápido que um piscar de olhos. Entrou pelo jardim adentro, à procura de Luna e Tiago estava a aproximar-se dela. Sol sentiu o nervosismo e o medo de Luna e logo a chamou.
- Luna!
     Tiago e Luna olharam-no: Luna aliviada e Tiago irritado.
- A Mondy precisa de ti - inventou.
- Obrigada, vou já. - E começou a ir-se embora, em direção à cozinha.
     Sol fixou-se em Tiago assim que Luna saiu do jardim. Começou a andar em direção a ele, pronto para lhe lançar uma ameaça ou contar-lhe que já sabe quem ele realmente é. Mas Tiago antecipou-se.
- Vamos pular a parte em que dizes que já sabes quem eu sou, Sol - falou e soltou um sorriso arrogante. Os seus olhos encadearam-se num tom azul gelo, e qualquer fio de simpatia que ele pudesse ter, desapareceram. O sorriso, arrogante e maléfico fez com que Sol voltasse ao momento em que Tema estava prestes a matá-lo. Sol só o conseguia encarar com um olhar surpreendido.
- Ora, estavas mesmo à espera que eu ficasse sentado à espera que voltasses com um poder novo para me derrotar? - riu-se e proximou-se de Sol - A diversão está toda aqui, neste pequenino planeta que eu irei roubar - hesitou, à procura da palavra apropriada  - ou melhor, ganhar, de ti.
     O rosto de Tiago desapareceu dando lugar ao rosto longo de maçãs suavemente angulosas com um nariz direito e uma larga testa.
- Afasta-te da Luna, Tema.
- Já estava à espera que dissesses isso, mas não. Não me vou afastar.
- A tua luta não é com ela.
- Mas eu não estou a lutar com ela, estou a conquistá-la - Tema aproximou-se. - Estou a conquistá-la duma forma que nem tu consegues.
     Foi a vez de Sol se rir, e  por conseguinte, o semblante de Tema mudou.
- Estás mesmo há espera que ela se deixe conquistar por esse monte de maldade e lixo? Se pensas assim, força. Te garanto que nem um pedaço dela irás conquistar.
- Isso é o que iremos ver, Sol. - Tema afastou-se e saiu do jardim, deixando Sol incerto do coração de Luna.



Luna 



     Talvez ter deixado Sol e Tiago juntos no jardim não fora boa ideia. Mas Sol não iria atacá-lo com bolas de fogo... penso eu.
     Obviamente que a cena de ele dizer que "A Mondy precisa de ti na cozinha" era tudo treta, mas Tiago estava prestes a beijar-me e isso não podia acontecer de novo. Ainda por cima agora que tive a sensação de que Sol me tinha perdoado. Quando fomos para a cozinha, os dois, e Sol me olhou com aqueles maravilhosos olhos âmbar, podia jurar que neles só havia amor e perdão. Mas se calhar foi só o meu coração a querer demais. 
     Esperei por um deles na sala e Tiago logo apareceu. Trazia o seu sorriso adorável e vinha a mexer no cabelo. 
- Então, falaram de alguma coisa? 
- Hum, não. Ele só disse para vir ter contigo - disse enquanto se sentava ao meu lado. 
- Está bem... 
     O meu pai não parava de olhar para Tiago. O que raio se passa com esta gente? Tentei ignorar mas parecia que os olhares afetavam mais a mim do que propriamente Tiago. Só queria que este jantar acabasse. 
- Luna, acho que já está na hora de ir-me embora - murmurou Tiago ao meu ouvido.
      Levantou-se, despediu-se e agradeceu a toda a gente pelo jantar e eu acompanhei-o à porta. Sol apareceu e ficou a encarar-nos do sofá. 
Despedi-me dele com um beijo na bochecha e fui para o meu quarto. Sol seguiu-me. Deixei a porta aberta e caminhei para a cama, deixei que Sol fechasse a porta. 
- Vais explicar-me o que se passou contigo hoje. 
- Tu não vais acreditar no que te vou dizer, Luna. 
- Tenta-me - encarei-o. 
- Mas primeiro - Sol aproximou-se de mim, ficámos a um milímetro de distância, e o seu calor invadiu-me. Não consegui conter o sorriso. Tenho tantas saudades dele. Sorriu-me. 
- Voltaste? - questionei, mais para mim do que para ele. Coloquei as minhas mãos no seu rosto. - Voltaste para mim? Desculpa Sol, desculpa. - Fitei-o. 
- Não vamos pensar mais nisso, está bem? - pousou as suas mãos no meu rosto e encarou-me. Assenti. 
Sol aproximou-se e beijou-me. Beijou-me apaixonadamente e com saudade, um beijo intenso que me deixou ofegante, desejosa de mais. As suas mãos percorriam o meu corpo cuidadosamente e eu só pensava nele, no quanto tinha sentido falta do seu beijo, do seu calor, do seu amor por mim. O meu vestido já tinha desaparecido do meu corpo que estava coberto pelo dele. Senti Sol como nunca sentira antes. Os nossos corpos envolveram-se e tornámos-no um. A nossa Ligação ficou mais forte. Entregámos-nos um ao outro por inteiro. O calor de Sol dominou-me, o prazer e o amor abraçaram-nos durante a noite inteira, sem remorsos, dor ou angústia.

bright petals.