Delírios de Amor - XX

 Quando acordei já era um pouco tarde. Eram duas horas da tarde, e o Pedro continuava no sono. Levantei-me sem o acordar e fui à casa de banho arranjar-me. Continuei de pijama, e fui tratar do "pequeno-almoço".
O Pedro acordou, mas como de costume, não totalmente. 
Pedro: Iara, amor ? 
Iara: Estou na cozinha ! 
Pedro: Já vou aí ter contigo. 
Iara: Esta bem. 
 Ele estava de boxers, mas vestiu uma t-shirt branca. Deu-me um beijo no rosto de bom dia, retribui.

Pedro: Huuum, cheira tão bem !
Iara: Pois, agora vamos ver se cheira tão bem quanto sabe !
Pedro: Ah pois, ahah !
  Por espanto meu, tudo o que preparara (café, sumo natural e torradas) estava bom, ahah.
Logo de seguida levantei e arrumei a cozinha, com a ajuda do Pedro óbvio e depois fui lavar os dentes.
Iara: Pedro !
Pedro: Diz .
Iara: Tenho de ir ao hospital ver do meu irmão .
Pedro: Claro, eu levo-te lá .
Iara: Obrigada .
 Sorri-lhe e fui directa ao roupeiro dele ver o que ainda tinha lá de jeito para vestir. Tinha como opção um vestido florido, um top preto, umas calças de ganga clara justas, e uma blusa beje com pormenores de renda. Usei a blusa com as calças de ganga, e os sapatos que usei ontem. Tinha mesmo que renovar as roupas que aqui estavam. Enfim, penso nisso depois.

Ele despachou-se e fomos para o carro. Liguei o rádio, apetecia-me ouvir música logo de manhã. Começou a tocar Black Eyed Peas e como de costume comecei a cantar.
Pedro: Tens mesmo que cantar ?
Iara: Não sejas assim, canta comigo vá.
 E começámos a cantar até não podermos mais. E num instante chegámos ao hospital.
Os meus pais, não estavam lá e se estavam não os vi. Mandei uma mensagem ao meu pai.
- Vocês estão no hospital ?
- Não, estamos a ir agora.
- Eu já cá estou, despachem-se.

Vi o médico que atendeu o meu irmão e fui-lhe perguntar se podia visitá-lo.
Médico: Não sei se está acordado, mas sim pode.
Iara: Okay, obrigada doutor .
Fui ter com o meu irmão, o Pedro seguiu-me. Diogo já estava acordado, e agarrado ao telefone.
Pedro: Podemos puto ?
Diogo: Pedro ! Entra , ahah .
Iara: Olá Dii !
Diogo: Olá sis.
Pedro: Então, puto. Como é que vai isso ? - A falarem à dread's (-.-) -
Diogo: Agora, tudo numa boa e já vi que contigo também. Ahah .
Pedro: Claro tem que ser . - E puxou-me para ele.
Iara: Já agarrado ao telefone ?
Diogo: Tem de ser sis, o mundo não pára.
Iara: Ahum , isso tudo.
Diogo: Saí-o hoje, certo ?
Iara: Sim, porquê ?
Diogo: Já combinei cenas para hoje.
Iara: Achas que a mãe te vai deixar sair ? Boa sorte pra isso.
Diogo: Vais ver que eu a convenço, convenço sempre .
Iara: Pois mas estiveste doente, a mãe não te vai deixar sair assim !
Pedro: Pois é puto, ainda ontem estiveste doente. Não estejas à espera que a tua mãe te deixe sair .
Diogo: Oh, logo se vê.
  Depois disto, os meus pais chegaram e levaram-no para casa. Óbvio que os meus pais não o deixaram sair, mas os amigos dele puderam ir lá a casa e pronto, foi a cena do costume.

continua.  
ps: prometo que tento fazer outra parte hoje
para compensar os dois dias em que não escrevi e por
esta ser tão pequena. 

Delírios de Amor - XIX

Diogo: Olha, diz à mãe para quando sair daqui vou ter que ir a Espanha.
Iara: Diogo do céu, estás parvo ?
Diogo: Eu não, estamos de férias e não vejo o mal de querer ir ter com a Raquel a Espanha.
Iara: Essa miúda afectou-te mesmo os miolos.
Diogo: Amor sis, amor !
Iara: Olha, tens de cortar o cabelo. Tá muito grande.
Diogo: 'Tou a pensar em rapar, mas ficar com aquele estilo percebes ? Ou então, corto assim do tipo para ficar crista.
Iara: Pois, mudas sempre quando cortas o cabelo. Nem vou comentar os teus primeiros cortes, lindos de morrer ahahah. - Ele tinha o cabelo há tigela.
Diogo: Também não podes falar muito maninha. - E fez um sorriso malicioso. - Sabes onde está o meu telefone ?
Iara: Não está numa das gavetas dessas mesas de cabeceira ?
Diogo: Vê aí para mim.
Iara: Está aqui.
Diogo: Tenho umas 40 mensagens, devem achar que vou ler tudo.
Iara: Não eras um puto cheio de estilo e bué social ? Então, agora aguenta-te.
Diogo: Algumas são da Raquel, vou lê-las primeiro.
 Nem comentei, o miúdo tá viciado nela, meu Deus. Eu já conheci a rapariga e ela é mesmo simpática. Acho que ela é prima da Marta, mas não tenho a certeza.
Diogo: Ela vem para Portugal amanhã !
Iara: Ela sabe que estás no hospital ?
Diogo: Sabe. O Duarte contou-lhe, a mãe disse que falou com uns amigos meus e por isso ela sabe.
Iara: Ah esta bem.
  Olhei para fora e vi um médico a vir em direcção ao quarto, até que entrou.
Médico: É a irmã ?
Iara: Sim, o que se passa ?
 O Diogo nem falou nada, tomou muito atenção ao que o médico disse apenas.
Médico: O Diogo, saí do hospital amanhã, mas para isso tem que deixá-lo descansar para o pudermos mandar para casa. Já avisei os seus pais e só queria que se despedissem para ele descansar.
Iara: Ah, claro claro.
Médico: Pode ficar aqui mais um pouco, mas tem que se retirar assim que puder.
Iara: Esta bem, doutor.
 E foi-se embora. Fiquei ali mais uns 5minutos e fui-me embora. Despedi-me com um abraço e um beijo no seu rosto e fui-me embora com um sorriso na cara de ele estar bem. Despedi-me dos meus pais, pois já não fazia lá nada. Disse-lhes para eles irem para casa descansar e assim o fizeram.
 Quando eu e Pedro já estávamos no carro, Vanessa mandou-me uma SMS a perguntar se queria encontrar-me com ela e com o João na praia. Perguntei ao Pedro se lhe apetecia e este concordou. Fomos para lá e eles já lá estavam. O João cumprimentou-nos e a V' também. Fiquei a falar com a Vanessa enquanto que o Pedro com o João.

Vanessa: Então então, como tudo aconteceu ?
Iara: Bem, ele foi ter comigo ao hospital como já sabes , acho. - Ela disse que sim. - E depois eu fui comprar um sumo ao café do hospital. E quando dei por mim, ele me puxou para a casa de banho e agarrou-me, disse que era doido por mim, que me amava, e eu não resisti. Ai Vanessa, não sei. Foi mais, muito mais forte que eu.
  Não lhe contei a maneira como ele me agarrou na perna nem nada, se não she freaks out.
Vanessa: Ele queria, truca truca ?
Iara: Por acaso nem sei bem, mas incentivava. Eu não deixei, aquilo não era altura. Aliás, naquele momento o meu irmão ainda estava mal. E não era a estar a fazê-lo que me ia sentir melhor.
Vanessa: Tens razão, mas falando noutra coisa. O teu bro, já está bom ?
Iara: Óptimo, estive com ele e está doido pela Raquel, nem te digo nada.
Vanessa: A prima da Marta ?
Iara: Acho que sim. A miúda é mesmo simpática, é linda !
Vanessa: Nunca a vi, como é ela ?
Iara: Só a vi uma vez quando ele levou-a lá a casa. Bem, ela uns 5 centímetros  mais baixa que o Diogo o que faz com que as alturas deles sejam perfeitas. Ela é morena, com olhos verdes acastanhados, o cabelo tem ondas perfeitas e tem um sorriso encantador. Um dia, quando o Diogo estiver com ela lá em casa em chamo-te para a conheceres.
Vanessa: Esta bem então, ela parece mesmo linda !
Iara: E é. Ela só tem 14 anos e já é assim, meu Deus.
Vanessa: Cala-te, não nos podemos queixar então.
Iara: Claro que não, ahah.
   Falamos, namoramos, divertimos-nos, e mais à noite, dirigimos-nos ao cinema.

João: Então, qual filme ?
Pedro: Bem, romântico não !
Iara,Vanessa: Ohhh , porquê ?!
Pedro: É muito lamechas meninas.
João: Muito mesmo.
Vanessa: Então qual ?
Pedro: Piratas das Caraíbas , Ressaca ?
Iara: Ressacaaaaaaaaaa !
Vanessa: Mesmo , RESSACA !
João: Então pronto, Ressaca .
  Fomos ver o filme, que foi de partir o coco a rir ! Lindo lindo lindo.
Depois fomos jantar, e fomos para casa. Eu fui com o Pedro para a casa dele, estava estafada. Mas ainda houve tempo para namorar.

Iara: Estou mesmo cansada !
 Ele agarrou-me na mão e levou-me para o sofá dele que era mesmo confortável quando se quer dormir.
Iara: Vamos para a cama, que daqui a pouco cais do sofá ahah !
Pedro: Ahahah, é melhor é !
 Fomos para o quarto, e eu cai na cama com os olhos fechados. De repente sinto os lábios dele colados aos meus, sinto a sua mão acariciar-me o rosto e o meu corpo a ser levado para junto do dele. Ele falou-me coisas bonitas como faz sempre, deu-me um beijo na testa e abraçou-me a ele. Adormeci nos seus braços.

continua.

Angélico Vieira ♥





Sandro Milton Vieira Angélico, vais ficar sempre na nossa memória !  

   Marcaste desde que entraste nos morangos, desde que fizeste parte dos D'ZRT, desde que fizeste parte de grandes novelas e vais ficar marcado para sempre nos nossos corações. Falo por mim, serás sempre relembrado. Todas as tuas músicas são lindas e impossíveis de esquecer.  
  Dou os meus sentimentos à tua família, amigos, e namorada ! Descansa em paz, e por mim nunca serás esquecido ♥  

Delírios de Amor - XVIII

Pedro: CASA COMIGO IARA !
Iara: Pedro, estás doido ?! 
Pedro: Por ti, totalmente ! Vá, casa-te comigo !  
 Começou toda a gente a olhar para nós com ar de "vá não sejas má, aceita logo", e pronto.
Iara: Não delires okay? Sim eu aceito ! 
Pedro: É pena não ter aqui um anel, mas dou-te uma coisa melhor.
Iara: O quê ? 
 E beijou-me apaixonadamente. 
 Claro que não aceitei assim do tipo a sério. Ainda só tenho 18 anos, ele tem 19 e ambos sabemos que casar agora seria muito arriscado, e uma irresponsabilidade. 
Continuamos um pouco no jardim e fomos para casa dele preparar o almoço. Fizemos lasanha, e como eu amo lasanha tirei quase metade para comer. 
Pedro: Tu queres mesmo fama. 
Iara: Fama ? 
Pedro: Sim sim, entrar no Peso Pesado dá fama sabias ? 
Iara: Ah ah ah , que piadaa. 
Pedro: Ahahah. 
 Ligámos a televisão e começámos a ver Jersey Shore na MTVPortugal.  
Iara: Pedro 
Pedro: Diz . 
Iara: Aquilo de casarmos era a sério ? 
Pedro: Sim amor, mas como deves calcular não vou abdicar da minha adolescência agora.  
 Ufa, que alívioooo ! 
Iara: Pregaste-me um susto Pedro Miguel ! 
Pedro: Ai não me chames isso, ahah.
Iara: É o teu nome oh .
Pedro: Pois é, mas eu não gosto. Os meus pais não sabem escolher nomes, não percebes ? 
Iara: Nãooo. 
Pedro: Caso perdido então. 
Iara: Calou então.
Pedro: Come e cala-te. 
Iara: Também te amo. 
Pedro: Ainda bem, se não, ai de ti.
Iara: Nem comento, ahah.
  Continuámos a almoçar e depois seguimos para o hospital. Avistei logo os meus pais e fui ter com eles. 

Iara: Olá mãe, olá pai. - Dei um beijinho em ambos. 
Eduardo: Olá filha. 
Carolina: Olá Iara, estivemos com o Diogo quando ele acordou e e até ao almoço, se quiseres agora podes ir visitá-lo.
Iara: Ai a sério ? 
Carolina: Sim, vai lá. 
Iara: Como é que eu sei a sala ? 
Eduardo: É a segunda à esquerda. 
Iara: Esta bem. Pedro, ficas bem aqui ? Importas-te que vá sozinha ? 
Pedro: Não, vai à vontade.
Iara: Obrigada. 
  Fui andando pelo corredor até que vi a porta do quarto do Diogo. 

Iara: Maninho, posso ? 
Diogo: Iara, claro, entra !
Iara: Tive tanto medo que não melhorasses, volta-me a pregar um susto destes que eu nem sei que te faça ! Ahah , miss you bro. 
Diogo: Miss you sis. 
Iara: Então, estás a sentir-te melhor, Di ? 
Diogo: Sim muito mesmo, e não me chames isso, é fofo de mais para um rapaz com alto estilo como eu. 
Iara: O que é que te deram ? Estás cada vez mais alucinado. 
Diogo: Querias tu, ahah. Sabes quando saiu desta cama ? Estou farto de quatro paredes.
Iara: Tivesses mais atenção em ti e agora estavas a jogar futebol e a namorar. 
Diogo: Por falar em namorar, sabes alguma coisa da Raquel ? Ela foi viajar com os pais e desde então que não falo com ela. 
Iara: Tens noção que ela foi viajar à 5 dias não tens ? 
Diogo: É saudade sis, saudade ! 
Iara: Muy bien. 
Diogo: Só da tua cara, quem é ele ? 
Iara: Como me podes conhecer tão bem Diogo Pereira de Matos ? 
Diogo: Está no sangue, sis. 
Iara: É o Pedro bro. 
Diogo: O Pedro, o Miguel ? O que foi teu ex ? 
Iara: Esse mesmo. 
Diogo: Ele até é bom rapaz, mas desde que não te faça nada por mim na boa. Sabes que não curti nada da armação que ele te faz à um mês, mas se o amas 'tou contigo sis. 
Iara: Obrigada Di. - Abracei-o como já não o fazia há algum tempo, tinha tantas saudades deste cabeludo. 
  O Diogo era simpático e admira-me que ainda hoje só tenha tido uma namorada, a Raquel. Ele, é lindo, um rapaz mesmo querido e simpático. Não digo isto por ele ser meu irmão, mas sim porque é. Ele é quase o meu oposto em certas situações, e às vezes o seu jeito descontraído me irrita completamente. Mas vá, é um óptimo irmão. 

continua.

Delírios de Amor - XVII

Iara: A sério ?
Pedro: Sim, claro. Depois de tudo acabar, eu não largava as tuas roupas. Andava sempre ou com uma camisola ou uma meia tua comigo, ahahah. Vês, muito romântico. - E sorriu para mim. Sorri-lhe também.
Iara: Pelo menos tu lavavas-as ?
Pedro: Claro, sou um romântico muito asseado, ahahah.
Iara: Ainda bem então.
 Deite-me na cama, e ele deitou-se logo a seguir. Estávamos com os rostos frente a frente. Sorri-lhe e ele fez o mesmo. Ele encostou-me a ele e fiquei com a cabeça em cima do seu peito, sentia-me tão segura e protegida, não o queria largar mais. Acreditava a 99,9% que ele mudara. Aquele 0,1% que faltava era da minha insegurança de ele me voltar a magoar, mas eu sabia que aquilo iria passar. Amo-o tanto, que dava tudo por ele.
Iara: Amo-te Pedro, sabes disso não sabes ?
Pedro: Sei sim, minha Iara. Também te amo.
  Dei-lhe um beijo na cara e voltei a colocar a minha cabeça no sei peito. Só me lembro de adormecer com o calor do seu corpo. E que ele, mexia no meu cabelo e olhava para mim.

 Quando acordei, ele não estava na cama. Tinha tanta preguiça que nem me levantei, deixei-me ficar enrolada nos seus lençóis e a cheirar o seu perfume que ali predominava.
Comecei a vaguear em pensamentos sobre o nosso futuro. Queria ter uma primeira vista do que seria se ficássemos sempre juntos, até o nosso ultimo dia neste mundo. Comecei a rir do nada quando me veio à cabeça de imaginar, o Pedro e eu a cuidar de um bebé. O nosso ou nossa filha, mas ainda é cedo para pensar em criar uma família. Por enquanto, quero que seja só eu e ele, e que assim seja durante muito tempo.

Pedro: Bom dia princesa, dormiste bem ?
 Como sempre, tinha um sorriso estampado na cara.
Iara: Bom dia amor, sim dormi. Aliás, dormi muito bem. Já tinha saudades desta cama.
Pedro: E de mim ? Hás de cá vir, hás.
Iara: Mas como é óbvio, a melhor parte foi ter-te aqui comigo.
Pedro: Assim está melhor.
  Deu-me um beijo rápido e acariciou-me o rosto, como sempre fazia de manhã.
Iara: Hum , vou lavar a cara e fazer as minhas coisinhas todas e já tomamos o pequeno-almoço. Pode ser ?
Pedro: Claro, vai lá.
 Despachei-me num piscar de olhos, e quando voltei ao quarto ele me preparara um pequeno almoço na cama, com direito a rosa e tudo. Fiquei mesmo sem palavras.
Pedro: E então, gostas ?
Iara: Gostar ? Gostar é pouco, que fofo. Oh obrigada amor !
 Encostei-me a ele e dei-lhe um beijo muito rápido, pois só me apetecia comer o que ele preparara.
Iara: Ai não acredito ! Fizeste panquecas com chocolate, não sabia que ainda te lembravas. Mil obrigadas Pedro .
Pedro: Como haveria de esquecer ? Estavas sempre a comer isso, ahah.
Iara: Realmente tens razão, daqui a nada tenho que ir ao Peso Pesado de tantas panquecas.
Pedro: Ah pois, és uma obesa que te digo, uiii !
Iara: Ahaha , cala-te masé. Quem dera a todas ter um corpo Danone como o meu.
Pedro: Claro que sim, dúvidas ? Eu cá não.
Iara: É bem.
   Comemos o pequeno almoço e depois foi mudar de roupa, pentear-me como deve ser para ir ao hospital ver como o Diogo está.
Pedro: Tens a certeza que queres ir já ? Ainda é cedo.
Iara: Sim é cedo, mas eu quero vê-lo.
Pedro: E se não te deixarem verem-no a esta hora, vais querer ficar à espera ?
Iara: Pois tens razão, se calhar vamos lá a seguir ao almoço.
Pedro: Talvez seja melhor.
Iara: Vou mandar uma mensagem à minha mãe a dizer que só vou depois do almoço.
Pedro: Esta bem.
Iara: Pronto já está.
Pedro: Então, queres fazer o quê agora ?
Iara: Vou pensar em algumas hipóteses e depois escolhes uma. Então, ficamos aqui em casa e vemos séries de comédia romântica, ou estragamos tudo o que tens na cozinha para fazer o almoço, ou vamos sair num parque ou num jardim e ficar a namorar, ou ainda podíamos bem que dar uma limpeza a fundo nesta casa. Vá, agora escolhe .
Pedro: Limpar a casa, definitivamente que não. Ficar em casa não me apetece, e se calhar vamos a um parque ou jardim.
Iara: Óptima escolha. Deixa-me buscar a mala e vamos já.
Pedro: Vá, despacha-te.
  Saímos de casa e fomos para um Jardim que lá havia perto. Era super lindo, havia flores, pássaros, plantas por todo o lado, devia ser o Jardim mais colorido que já vira.  Simplesmente lindo.

Pedro: É lindo não é ?
Iara: Lindo não chega, isto é espantoso !
Pedro: Eu vinha para aqui quase todos os dias, apreciar as flores. Lembrava-me do teu perfume, fazia-me bem, mesmo bem.
Iara: Tens que começar a contar melhor o mês passado, é que cada minuto que passa fico a saber uma coisa nova sobre ti e o que fazias.
Pedro: Quase ninguém, quer dizer ninguém sabia disto. Nem mesmo o João.  Destas coisas, gostava eu de guardar só para mim. Era e é uma coisa só minha.
Iara: Como eu te percebo. Eu ia à praia, ver o mar e depois pensava no que teria passado se aquela noite não tivesse existido. Bem, coisas más para trás. Já passou, agora tenho-te comigo e não penso largar-te !
Pedro: Tu agora não me escapas, não te largo por nada. - Começou a olhar em volta para ver se havia alguém mais no Jardim, e estava cheio de pessoas. E de repente começou a gritar - AMO-TE IARA, SEMPRE !
Iara: Pedro, está tudo a olhar, pára com isso vá.
Pedro: Então que olhem, é mesmo para isso. AMO-TE MINHA IARA, CASA COMIGO.
  O quê ?!

continua. 

bright petals.