brisa


foi pouco o tempo e o sentimento que nos restou. não foi fácil, e mesmo sendo dos mais difíceis desafios propostos a nós e mesmo sabendo que iríamos conseguir enfrentá-lo, convicção não nos serviu de nada. tínhamos tudo para conseguir, estávamos confiantes, demasiados confiantes até. eu nunca pensei que não iríamos conseguir enfrentar este problema que nos bateu à porta. sabia perfeitamente do que era-mos capazes, do que juntos era-mos capazes. demos tudo o que tínhamos, não foi suficiente. e no final, de nós nada restou. bastou um único, um só problema atravessar no nosso caminho que nos derrubámos, caímos e feitos perdedores não quisemos levantar com medo de outra derrota igual ou pior que esta mesma. nem queria acreditar que nós cedemos a tão pouco. e esse tão pouco foi o suficiente para nos quebrar em mil e um pedaços, pedaços esses que foram levados por leves brisas de Primavera que num ápice se desfizeram de ambos. e depois disto, a minha alma paira no ar tentado encontrar outro corpo para me apoderar.

Delírios de Amor - XXXVII

  Passámos o resto do dia juntos, como amigos só. E finalmente, não sentia mais nada do que amizade por ele, e  isso era bom. Porque não quero mais um que goste de mim de maneira diferente, quero um amigo com quem possa contar, e sei que agora com ele posso fazê-lo sempre que precisar e ele também poderá fazer o mesmo.
(já na porta de minha casa.)
Iara: Adorei a tarde!
Lourenço: É, eu também! - E sorriu. - Bem, acho que vou andando.
Iara: Esta bem. - Despedimos-nos com dois beijinhos e logo de seguida entrei em casa. Não o vi a ir-se embora.
 Assim que fechei a porta, enquanto me ia-me dirigir para o quarto oiço alguém bater à porta. Só podia ser o Lourenço, mas para quê? Só iria descobrir quando abrir a porta e assim o fiz.
Lourenço: Preciso de falar contigo.
Iara: Esta bem... ah, entra. -
 Ele entrou, um pouco hesitante. Não percebia o que se estava a passar.
Iara: Está tudo bem Lourenço? Senta. - Fiz sinal para ele se sentar no sofá.
Lourenço: Sim, acho eu.
Iara: Então?
Lourenço: Vou começar sem rodeios e vou logo ao assunto. Eu achava que gostava de ti de maneira diferente, e acho que depois do nosso jantar acho que tive essa certeza. Mas como disse, "achava". Depois desta tarde olhei para ti como amiga, e é assim que quero estar contigo. E também senti que não me olhavas com outros olhos, olhavas-me como um amigo. Percebes? Tinha essa dúvida, e hoje esclareci. Só queria que soubesses isso. Ahaha,sei que fiz drama a mais pela minha cara mas era só isto. Não fiques a olhar assim para mim, diz alguma coisa. - Estava a olhar para ele fixamente.
Iara: Ahah, desculpa. E tens razão, também tinha essas dúvidas todas,mas esta tarde foi muito clarificadora para ambos, pelos vistos. Vá, anda cá dar-me um big abraço, ahah.
 E abraçámos-nos, e fui bom. Adorei, e adoro os abraços dele. Sinto-me mesmo segura.
Iara: Então, queres cá jantar? Se dizes que não eu vou perseguir a tua família.
Lourenço: Não tens coragem.
Iara: Tenta-me.
Lourenço: Não janto cá.
Iara: Estúpido de m*rda!
Lourenço: Que tu gostas, e adoras, e amas, e... - Não o deixei acabar de falar.
Iara: Cala-te, andas com uma fé mesmo grande só pode.
Lourenço: Ando pois, tu ajudas e tudo, ahahaha.
Iara: Morre anormal!
Lourenço: Eu até morria, mas depois não conseguias viver sem mim e depois não dava né?
Iara: Pffff, querias querias.
Lourenço: Ahah, então e o que vai ser o jantar?
Iara: Quê? Ainda pensas que vais jantar cá depois disto? AHAH.
Lourenço: Ai é assim? Então tá, xau.
 Ele tava a andar para a porta com um ar sério e até duvidei se ele estava mesmo a falar a sério ou a ser um grande actor.
Iara: Espera! - Agarrando-lhe no braço. Ele vira-se para mim com o ar mais sério que já vira. - Estás chateado? - Começo a acreditar que ele estava mesmo e baixei a cabeça para não ter que olhar para a cara dele. Pondo os dedos no meu queixo de maneira a que olhasse para ele e vejo que ele começa a rir.
Iara: Estás a gozar com a minha cara Lourenço?!
Lourenço: Na!
Iara: Olha que parece !
Lourenço: Vá, talvez assim um cadito!
Iara: Morre diabo!
Lourenço: Coitada.
Iara: Vá anda fazer o jantar!
Lourenço: Ah bom, ahah!
  Fomos para a cozinha preparar o jantar, que ficou totalmente queimado !
Iara: Sim senhora, que rico jantar han?
Lourenço: É mesmo!
Iara: E agora o que vamos comer?
Lourenço: Passa-me o telefone. - Sem questionar porquê passei-lhe o móvel. Só estava a espera de saber o que ele iria fazer.
Lourenço: Estou? É da Telepizza?
Iara: Ahah, mesmo esperto!
Lourenço: Inteligente se faz favor.
Iara: Desculpe! Ahaha.
 Ele pediu uma pizza com fiambre e queijo porque não gosto muito das outras, e pediu uma grande porque estávamos famintos.

bright petals.