why life can't be perfect

perfect dream

não sei quem tu és, de onde vens. se és só fruto da minha imaginação, dos meus desejos ou... sei lá, apenas apareces-te. a verdade é que, o teu sorriso é lindo e encanta-me tanto. és tão amoroso e simpático. podias sair do meu sonho e vir para mim. ficavas muito melhor nos meus braços; não sei onde estava, sei que, nessa casa, conhecia os que lá moravam e me eram queridos. talvez primos. estávamos a limpar, olhei para a janela pois ouvi um carro a chegar. de lá, saís-te tu. estavas a rir, os teus olhos brilhavam o teu sorriso era lindo. morri ali sabes? estava na esperança que não me tivesses visto, mesmo que os nossos olhares se cruzaram, eu ainda tive tempo de virar-me. e, como o meu sonho arranja maneira de me tramar, alguém bate à porta. nem liguei, mas reparei que a minha tal "prima" o conhecia e eram amigos. não reconheci a voz e olhei para a porta e perguntei quem era quando disseste «Olhem só se não é a rapariga que me estava a espreitar» , fiquei pior que estragada, e nem sabia o que dizer, apenas sorri e depois disseste «Olá, sou o...estava a meter-me contigo» e fuck, eu não ouvi, ou inventei, ou whatever o nome dele. mais tarde, não sei o que aconteceu e parti um prato. e apareceu um homem a gritar comigo, devia ser tipo o dono da casa. não sei. simplesmente apareceu e começou a reclamar do nada. fiquei horrivelmente mal, o homem metia nojo e irritada! não sei como, mas o corredor tinha ficado escuro e eu não via nada. estavas a chamar-me a dizer para vir para a frente. estava com as mãos no ar, para ver se tocava em algo sei lá, e estava quase a dar-lhe estalos quando ele agarrou-me nas mãos e segurou-mas durante uma eternidade. como os meus sonhos são mesmo sonhos, comecei a conseguir ver os teus olhos, que eram dum azul mais lindo de sempre. usavas o teu precioso sorriso e rias-te de mim. sem gozo, apenas achavas-me engraçada; como sonhos não são reais, vou viver na minha fantasia e espero mesmo voltar a ver-te noutro sonho. 
já era tarde de mais para algo existir entre nós. estávamos mudados de mais, havia muitas diferenças, existiam gostos opostos e o amor não era o mesmo. vi no teu olhar, o teu amor por mim a ser levado por uma brisa de perfume de lilás. os teus olhos já não brilhavam, o meu sorriso não te pertencia e o nossos corações não eram preenchidos um pelo outro. já nem o nosso beijo era igual. já não tinha saudade, amor, ternura ou preocupação. apenas algo forçado pela nossa etiqueta, namorados. e foi ao olhar para ti, esses olhos pequenos e castanhos que vi a tua resposta à minha pergunta, feita na minha mente e distribuída pelo meu olhar. sorriste-me, sorri-te. afinal, valeu a pena. vale sempre a pena lutar pelo que se quer, e eu, queria-te. e não te larguei porque encontrei alguém melhor. apenas o sentimento que fora construído já não tinha por onde se pegar, e às vezes, não era para ser. não me arrependo, e eu sei que tu também não. foi bom enquanto durou. e é nisso que temos que nos agarrar, é só isso que interessa no final de tudo. irá sempre existir aquele pequeno cantinho nos nossos corações para cada um. afinal, etiquetas são para sempre.

bright petals.