Delírios de Amor - XVII

Iara: A sério ?
Pedro: Sim, claro. Depois de tudo acabar, eu não largava as tuas roupas. Andava sempre ou com uma camisola ou uma meia tua comigo, ahahah. Vês, muito romântico. - E sorriu para mim. Sorri-lhe também.
Iara: Pelo menos tu lavavas-as ?
Pedro: Claro, sou um romântico muito asseado, ahahah.
Iara: Ainda bem então.
 Deite-me na cama, e ele deitou-se logo a seguir. Estávamos com os rostos frente a frente. Sorri-lhe e ele fez o mesmo. Ele encostou-me a ele e fiquei com a cabeça em cima do seu peito, sentia-me tão segura e protegida, não o queria largar mais. Acreditava a 99,9% que ele mudara. Aquele 0,1% que faltava era da minha insegurança de ele me voltar a magoar, mas eu sabia que aquilo iria passar. Amo-o tanto, que dava tudo por ele.
Iara: Amo-te Pedro, sabes disso não sabes ?
Pedro: Sei sim, minha Iara. Também te amo.
  Dei-lhe um beijo na cara e voltei a colocar a minha cabeça no sei peito. Só me lembro de adormecer com o calor do seu corpo. E que ele, mexia no meu cabelo e olhava para mim.

 Quando acordei, ele não estava na cama. Tinha tanta preguiça que nem me levantei, deixei-me ficar enrolada nos seus lençóis e a cheirar o seu perfume que ali predominava.
Comecei a vaguear em pensamentos sobre o nosso futuro. Queria ter uma primeira vista do que seria se ficássemos sempre juntos, até o nosso ultimo dia neste mundo. Comecei a rir do nada quando me veio à cabeça de imaginar, o Pedro e eu a cuidar de um bebé. O nosso ou nossa filha, mas ainda é cedo para pensar em criar uma família. Por enquanto, quero que seja só eu e ele, e que assim seja durante muito tempo.

Pedro: Bom dia princesa, dormiste bem ?
 Como sempre, tinha um sorriso estampado na cara.
Iara: Bom dia amor, sim dormi. Aliás, dormi muito bem. Já tinha saudades desta cama.
Pedro: E de mim ? Hás de cá vir, hás.
Iara: Mas como é óbvio, a melhor parte foi ter-te aqui comigo.
Pedro: Assim está melhor.
  Deu-me um beijo rápido e acariciou-me o rosto, como sempre fazia de manhã.
Iara: Hum , vou lavar a cara e fazer as minhas coisinhas todas e já tomamos o pequeno-almoço. Pode ser ?
Pedro: Claro, vai lá.
 Despachei-me num piscar de olhos, e quando voltei ao quarto ele me preparara um pequeno almoço na cama, com direito a rosa e tudo. Fiquei mesmo sem palavras.
Pedro: E então, gostas ?
Iara: Gostar ? Gostar é pouco, que fofo. Oh obrigada amor !
 Encostei-me a ele e dei-lhe um beijo muito rápido, pois só me apetecia comer o que ele preparara.
Iara: Ai não acredito ! Fizeste panquecas com chocolate, não sabia que ainda te lembravas. Mil obrigadas Pedro .
Pedro: Como haveria de esquecer ? Estavas sempre a comer isso, ahah.
Iara: Realmente tens razão, daqui a nada tenho que ir ao Peso Pesado de tantas panquecas.
Pedro: Ah pois, és uma obesa que te digo, uiii !
Iara: Ahaha , cala-te masé. Quem dera a todas ter um corpo Danone como o meu.
Pedro: Claro que sim, dúvidas ? Eu cá não.
Iara: É bem.
   Comemos o pequeno almoço e depois foi mudar de roupa, pentear-me como deve ser para ir ao hospital ver como o Diogo está.
Pedro: Tens a certeza que queres ir já ? Ainda é cedo.
Iara: Sim é cedo, mas eu quero vê-lo.
Pedro: E se não te deixarem verem-no a esta hora, vais querer ficar à espera ?
Iara: Pois tens razão, se calhar vamos lá a seguir ao almoço.
Pedro: Talvez seja melhor.
Iara: Vou mandar uma mensagem à minha mãe a dizer que só vou depois do almoço.
Pedro: Esta bem.
Iara: Pronto já está.
Pedro: Então, queres fazer o quê agora ?
Iara: Vou pensar em algumas hipóteses e depois escolhes uma. Então, ficamos aqui em casa e vemos séries de comédia romântica, ou estragamos tudo o que tens na cozinha para fazer o almoço, ou vamos sair num parque ou num jardim e ficar a namorar, ou ainda podíamos bem que dar uma limpeza a fundo nesta casa. Vá, agora escolhe .
Pedro: Limpar a casa, definitivamente que não. Ficar em casa não me apetece, e se calhar vamos a um parque ou jardim.
Iara: Óptima escolha. Deixa-me buscar a mala e vamos já.
Pedro: Vá, despacha-te.
  Saímos de casa e fomos para um Jardim que lá havia perto. Era super lindo, havia flores, pássaros, plantas por todo o lado, devia ser o Jardim mais colorido que já vira.  Simplesmente lindo.

Pedro: É lindo não é ?
Iara: Lindo não chega, isto é espantoso !
Pedro: Eu vinha para aqui quase todos os dias, apreciar as flores. Lembrava-me do teu perfume, fazia-me bem, mesmo bem.
Iara: Tens que começar a contar melhor o mês passado, é que cada minuto que passa fico a saber uma coisa nova sobre ti e o que fazias.
Pedro: Quase ninguém, quer dizer ninguém sabia disto. Nem mesmo o João.  Destas coisas, gostava eu de guardar só para mim. Era e é uma coisa só minha.
Iara: Como eu te percebo. Eu ia à praia, ver o mar e depois pensava no que teria passado se aquela noite não tivesse existido. Bem, coisas más para trás. Já passou, agora tenho-te comigo e não penso largar-te !
Pedro: Tu agora não me escapas, não te largo por nada. - Começou a olhar em volta para ver se havia alguém mais no Jardim, e estava cheio de pessoas. E de repente começou a gritar - AMO-TE IARA, SEMPRE !
Iara: Pedro, está tudo a olhar, pára com isso vá.
Pedro: Então que olhem, é mesmo para isso. AMO-TE MINHA IARA, CASA COMIGO.
  O quê ?!

continua. 

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