Underneath: Qaya #35

- Não acredito que nunca viste Spongebob. Melody, em que rocha é que tu vives? E se assistisses o programa saberias que acabei de usar um trocadilho - adicionou muito rapidamente. 
     Ela riu-se. 
- Porque é que eu estaria interessada em ver uma esponja falante que mora num ananás? 
- Porque é uma esponja falante que mora num ananás. Um ananás! 
- Está bem, está bem. Mostras-me os primeiros três episódios e se eu não ficar convencida vemos cinquenta episódios de Pretty Soldier Sailor Moon
- Feito - disse ele, e estendeu-lhe a mão para um aperto. 
- Achas mesmo que três episódios de Spongebob vão conseguir convencer-me? Olha que cinquenta episódios de Sailor Moon podem ser extremamente aborrecidos. 
- Eu acredito na minha série. 
- Tudo bem - ela apertou a mão grande dele fechando assim o acordo. 
     Ryan ajeitou a toalha no seu ombro. Os dois estavam quase a chegar ao acampamento. 
- Espero que estejam todos acordados. Estou a morrer de fome. 
- Não sentes o cheiro? 
     Segundos depois, estavam eles a caminhar para fora da floresta e a fogueira ardia. Na mesa de piquenique, quase a chegar à floresta, estavam pratos com pão, doce e jarros com água. Ao lado, vários copos pequeninos com ervas de chá. 
     Axel viu-os primeiro, sentando num dos bancos perto da fogueira, e depois Kade. 
- A água estava boa? - Kade cumprimentou-os com um sorriso. 
- Excelente! 
- Então acho que vou lá dar um pulo mais logo. Coloquem as toalhas ali, se não se importam - pediu, ao verificar as salsichas e ovos pela última vez na fogueira. 
     Ryan pegou na toalha dele e da Melody e foi estendê-las.
- Dormiste bem? - perguntou-lhe Axel, sem fitá-la. Ele estava a afiar uma das suas facas. 
- Sim, e tu? 
- Nem por isso - sorriu muito falsamente. 
- Está tudo bem? Precisas...
- Não te preocupes - fitou-a. - Anda, vamos comer - ele pegou na mão dela. 
- Tenho de ir acordar a minha irmã. O meu cabelo precisa duma escovadela, também. Sabes se vocês têm alguma espécie de sabonete? Gostava mesmo de lavar as minhas roupas. Tenho a certeza que a Vi também. Não sei se o Ryan se ia dar ao trabalho... 
- Tenho a certeza que o meu irmão tem algo assim guardado. Mas gostava muito que levasses uma camisola minha.
      Melody fitou os seus olhos de prata. Sentiu a face a ficar num tom muito avermelhado. 
- Está bem - disse. 
      Axel sorriu. 
- Acho que a tua irmã já acordou. 
- Se ela não saiu do quarto, ela ainda não acordou - ela largou a mão dele.
     Depois de Melody se afastar, Axel reparou no olhar de Ryan posto nele.
     Ryan Bennett encontrou o seu caminho para o quarto com o coração a palpitar ligeiramente mais rápido. 


◄◊► 



- Coloca-me no chão! Já! 
     Júpiter tinha Catarina no seu ombro desde que aterraram no Planeta. Ele pousou-a no chão limpo e brilhante do seu enorme quarto.
- Não mexas em nada, se faz favor. 
- O que queres de mim? 
- Uau, directa ao assunto. 
      Ele foi sentar-se numa poltrona. 
- Senta-te - disse, indicando o cadeirão à frente da mesa de centro entre eles. Ela sentou-se. - Como é que vocês ultrapassaram a barreira de Lymph? 
- Uau, directo ao assunto - Catarina revirou os olhos. 
      Júpiter sorriu. 
- Como é que vocês ultrapassaram a barreira de Lymph? - repetiu.
- Eu não sei. Caso te tenhas esquecido, eu sou a humana completamente sem poderes. 
- Mas não inútil - apontou. - Catarina, eu não quero fazer-te mal. Eu simplesmente preciso que sejas a garantia de segurança desta galáxia. 
- Não podias ter pedido? Educadamente? 
- Virias comigo se aparecesse na rua a propor-te tal coisa? 
      Catarina não respondeu. 
- Aí tens a tua resposta. Para além do mais, queria ver o estado do meu irmão. Nem por sombras que a Luna me deixaria entrar na sua casa depois do que disse no concelho. 
- Estavas preocupado com ele? - perguntou surpreendida. 
- Não - respondeu. - Deixei de preocupar-me com ele há uns anos. Queria ver o que a barreira fazia-nos. Poucos de nós tentaram. Nunca precisámos de ir a Lymph até o Tema aparecer. 
- Ouve, eu percebo a tua raiva pelo Tema. Se eu o conhecesse provavelmente detestá-lo-ia também. Mas o Troy não é o Tema. Eu cresci com ele, eu conheço-o. Ele não quer prejudicar ninguém, muito menos a galáxia em que nasceu e vive.
       Júpiter pousou os seus olhos azul bebé na rapariga sentada diante de si. Ele acreditava em cada palavra que ela dizia mas não acreditava no rapaz em que ela defendia com todo o seu coração. Ele sabe que Tema fez um acordo com a força oposta à dele e dos restantes Planetas e isso significa que Troy está destinado a cumprir esse mesmo acordo, seja a vontade dele ou não. E quando a Escuridão tomar o corpo da reencarnação da Estrela, Júpiter só deseja que a pouca experiência do rapaz os ajude porque nada o parará desta vez. Saeva pode não ter o mesmo controlo que tinha com o Tema, mas Troy é demasiado novo e fácil para escapar aos seus domínios.
- Põe-te confortável mas não toques em nada - ele levantou-se.
- Onde vais? Vais deixar-me aqui?
      De costas para ela, com uma mão no bolso das calças e outra no ar, ele acenou-lhe.
- Não saias do quarto, se faz favor. Não há oxigénio do outro lado da porta - avisou e desapareceu.
- Só podem estar a gozar. 


◄◊► 



     O silêncio era o prato principal na mesa de piquenique. Rouge e Kade não estavam presentes. Pierre normalmente não falava muito e sendo que nenhum dos restantes iniciava uma conversa, o pequeno-almoço foi engolido pela ausência de palavras. 
      Pierre pegou no seu copo e levantou-se. O seu olhar azul e frio encontrou o de Axel. 
- Não te esqueças do que falámos ontem. Começa a arrumar as tuas coisas - disse, e começou a dirigir-se para o quarto. 
      Duas cicatrizes em forma de X marcavam as costas nuas de Pierre e as gémeas vislumbraram o brilho da faca bem camuflada nas suas calças verde-tropa. Axel virou-se. 
- Eu já disse que não vou. 
- Ambos sabemos que isso não é verdade - respondeu Pierre. Ele bebeu do seu copo e continuou o seu caminho para o seu quarto. 
- O que se passa? 
- O meu irmão... Ele quer ir-se embora. 
- Eu pensava que vocês viviam aqui - disse Violet. 
- Não. Este é só o nosso refúgio nesta vila.  
- Porque é que se vão embora, então? - perguntou Ryan. 
- Eu nunca disse o que nós fazíamos - passou a mão pelo cabelo. Axel estava cansado de tudo aquilo. - Eu e o meu irmão nascemos aqui. A Rouge e o Pierre nasceram na Terra, de onde vocês vieram. Nós os conhecemos quando viajámos pela primeira vez pelas galáxias. Eu e o resto do grupo viajamos de galáxia em galáxia. 
- O quê?! - disseram as gémeas em uníssono. Se estivesse a beber o resto de chá Violet tinha a certeza que se engasgaria. 
- Como é que isso é possível?  
- Nós temos um amuleto. Ele é feito duma pedra especial e todos temos algo com um pedaço dessa pedra. 
- O teu colar? 
- Sim - assentiu para Melody. - De qualquer maneira, nós vamos embora para uma galáxia qualquer e perder o nosso tempo enquanto podíamos estar a assentar em Qaya. A Rouge e o Pierre não querem voltar para o Planeta deles. Podíamos ficar aqui, mas o Kade não larga a ideia de ir aventurar-se. 
- És só tu com essa opinião? 
- Sim. A Rouge não ficaria calada se não quisesse ir mas o Pierre apoia o Kade em quase todas as decisões. Sinceramente acho que ele não quer saber onde estamos ou para onde vamos desde que estejamos juntos. 
- Podes vir connosco - sugeriu Melody. Ryan e Violet olharam para ela, em choque. - O que foi? 
- Acho que não, Melody - disse Axel, a sorrir. 
- Porque não? 
- Falamos depois, está bem? - ele bebeu um gole de chá arrefecido. - Quando é que vocês partem? 
- Estávamos a pensar em ir depois de comer. Devemos chegar à vila antes do almoço, certo? - disse Melody. 
- Certo. 
- Eu vou arrumar as minhas coisas. Sabes onde está o teu irmão? Eu podia lavar as minhas roupas antes de ir. 
- Nós emprestamos-vos roupas novas. Deixem as sujas cá ficarem. 
- Está bem então - ela saiu da mesa. 
- Com licença - disse Violet baixinho antes de ir atrás da irmã. 
     Ryan estava a barrar um doce arroxeado no pão quando notou o olhar prateado de Axel posto nele. 
- O que foi?
- Nada.
     Ryan levantou-se. Deu uma dentada no pão e saiu da mesa. Olhou para trás e viu Axel arqueado na mesa. Ele também sabe.
     

◄◊► 



      A luz da manhã penetrava a janela grande do quarto de Axel. O calor começava a fazer-se sentir e o ar engrossava a cada segundo. Ele estava sentado à beira da cama e Melody em pé junto à porta. 
- Porque não vens connosco? Qual é o motivo de eu estar aqui se vais dizer que não? 
- Melody - disse ele. Passou a mão pelo cabelo castanho, agora solto. - Estás a pedir-me demasiado. 
- Tu próprio disseste que querias ficar aqui. 
- Não é assim tão fácil. Eu tenho o meu irmão, não posso deixá-lo assim de qualquer maneira. 
- O teu irmão tem idade suficiente para cuidar dele mesmo. Devias começar a tomar as tuas próprias decisões. 
     Ele curvou as costas. Os cotovelos estavam apoiados nos joelhos e as mãos na nuca. Os olhos prateados de Axel fitavam o chão. Ele sentia-se confuso e por muito que percebesse o que Melody queria dizer, porquê aquela pressão toda? 
- Melody, o que queres de mim? - levantou o rosto. 
- Eu quero que sejas feliz - respondeu, com o coração a sair-lhe do peito. 
- Mel - murmurou, os lábios curvados num sorriso gentil. - Eu não posso. Não tenho nada aqui para mim. 
- Tens aqui um futuro e tens-me a mim. 
     Ele levantou-se, chegou-se para perto dela e pegou-lhe nas mãos. 
- Posso ter um futuro, mas não te tenho a ti. Depois da situação do Troy, vais ficar aqui ou ir para casa? - Ela nada disse. - Não quero ir para a Terra, o meu lugar não é lá e tu sabes isso. Eu só sou uma inconveniência no teu caminho. 
- Não digas isso - disse num tom irritado. 
      Ele sorriu. 
- É verdade. Mas isso não quer dizer que eu não esteja mais que grato por ter interferido no teu caminho, percebes? - as testas deles tocaram-se. 
- Vens connosco até à vila? 
-  Sim - ele afastou-se. - Tenho de dar-te algo para vestires. 
      Axel abriu uma gaveta da cómoda de madeira e tirou de lá um camisola mais pequena que as habituais. Mesmo assim, ainda era grande demais para Melody. Ele estendeu-lhe a camisola verde-azeitona. 
- É a minha favorita e se descubro que a maltrataste podes crer que vou atrás de ti.
- Se estás tão preocupado, devias reconsiderar.
- Eu confio em ti. Vá, coloca-a.
- Vira-te. - Melody e Axel ficaram de costas um para o outro. Ela ficou atenta para ver se ele espreitava e ele o fez. - Axel - repreendeu.
- Desculpa, desculpa - disse a sorrir.
- Parvo - murmurou, a sorrir também. Despiu o top justo e colocou a camisola dele por cima do sutiã preto.
      Como previa, a camisola ficava-lhe grande mas era bastante confortável. Era feita de material que não aquecia portanto ajudava um bocadinho naquele calor que começava a infestar o ar.  Melody arregaçou as mangas até um pouco antes dos cotovelos e depois chamou o rapaz à sua frente.
- Como me fica?
- Perfeita.
- Melody! - ouviu a irmã chamar.
     Melody susteve a respiração, como se quisesse que o tempo parasse ali. Axel suspirou.
- Vamos - disse-lhe ele.


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     O caminho para a vila foi preenchido por um silêncio natural. Não havia nada para ser dito e mesmo que houvesse as palavras estavam aprisionadas na garganta de cada um. À excepção de Ryan, que parecia estar super bem-disposto, as gémeas estavam meio desoladas por se irem embora. Ryan ia três passos mais adiante de Axel, Melody e Violet. Axel envolvia, com o seu braço direito, os ombros da Melody e a sua gémea ia ao lado dela.
     Traziam sacos com comida suficiente para quatro dias e vestiam roupas presenteadas pela Rouge, Pierre, Kade e Axel. Melody vestia a camisola de Axel, calças justas que já não serviam à Rouge e, assim como a irmã, calçava as sandálias que Órion lhe ofereceu. Vi, tal como a sua gémea, vestia umas calças que já não serviam a Rouge e iam até a meio da canela. Assim como as calças ela cedeu-lhe uma top. Ryan vestia calças dadas por Pierre e uma camisola azul oferecida por Kade. Também ele usava os sapatos dados por Órion.
     Antes de se irem embora, todos se despediram e o grupo agradeceu por tudo o que Rouge, Kade, Pierre e Axel lhes ofereceram. Este penúltimo até demonstrou um sorriso, apesar de breve e discreto. As gémeas nunca se tinham sentido tão minúsculas quando abraçaram Kade. Apesar de não ter a altura do Mercúrio, ele era muito alto. Violet recebeu de Kade umas palavras que dançaram na sua mente nos momentos de silêncio:
- Eu sei que o Troy não é o Tema. Mas o Troy não é o mesmo. Eu posso não passar tempo com vocês quanto o meu irmão mas não é por isso que não vejo o que se passa. Tem cuidado, está bem?
- Eu consigo cuidar de mim mesma. Mas obrigada, Kade.
- Ele gosta de ti. Por baixo da porcaria que o possui ele tem esse sentimento por ti - disse-lhe, ao ouvido, muito baixinho. O rosto queimado de Violet ficou da cor dum vermelho vivo e por muito que tenha gostado de ouvir aquelas palavras, ela não sabia como lidar com elas.
   

◄◊►



     Metade da manhã já tinha passado e o calor penetrava entre os espaços vazios entre as árvores até envolver-se por completo no ar. O céu brilhava e Violet conseguia ouvir a cascata a chamar por eles. Quando virava a cabeça para o lado e via as árvores altas e as flores a reluzirem ela via mais que a belíssima cascata a três minutos deles. Ela via o rosto moreno da Estrela de Lymph a sorrir e depois a ser consumido pela absoluta Escuridão e o seu veneno.
- Vi? Está tudo bem?
      Os seus pensamentos transpareceram-se no rosto dela. Violet sorriu de qualquer maneira.
- Sim. - Melody deu a mão à irmã. Até então ela tinha-as cerradas. - Estamos quase lá - a gémea assentiu.
      Depois disso, a vila apareceu como se tivesse materializado de repente. Ryan apertou a mão de Axel.
- Obrigado por tudo, de verdade - disse. - Eu devo-te a minha vida e...
- Não te preocupes. Ficamos quites se cuidares bem dela - Ryan assentiu e largou-lhe a mão.
     Violet abraçou-o.
- Vamos sentir saudades. Se precisares de um sítio para ficar temos um quarto extra na nossa casa com casa de banho, caso decidas seguir o teu caminho sozinho - disse ela durante o abraço.
- Obrigado Violet, vou tomar isso em consideração - sorriu.
- Toma mesmo! Obrigada por tudo, especialmente por tratares a minha irmã tão bem.
- O prazer foi todo meu, acredita. - Violet sorriu e deixou a irmã ocupar o seu lugar.
- Parece que já nos despedimos - disse ela.
- Para mim não, mas eu acho que vai demorar um bocadinho a processar que esta é a nossa despedida.
- Pois, podias vir comigo em vez de ires amarrado para outra galáxia com o teu irmão que, já agora - aumentou a voz-, devia estar a pensar seriamente em arranjar casa e ter filhos com a mulher mais linda que eu já vi e que está ao lado dele em todas as situações e deixar-te viver a tua...
- Mel - disse ele a rir-se. - Já falámos sobre isto.
- Eu sei mas não deixa de ser verdade.
     Ele encolheu os ombros e pegou no queixo dela. - Eu vou ter saudades tuas.
- Eu também - Melody abraçou-o e Axel levantou-a do chão, apertando-a com força. Melody sentiu o cheiro da floresta no corpo dele e ela nunca se ia esquecer disso. Ela nunca ia esquecê-lo.
     Axel colocou-a no chão e afastou-se um pouco.
Os rostos de ambos ficaram muito próximos e ela corou bastante ao sentir a respiração e o batimento do coração dele. Os olhos prateados de Axel fitaram os olhos de cor âmbar e azul dela e em seguida os lábios delicados dela. Ele queria muito beijá-la nos lábios mas não o fez. Melody sentiu a boca dele na sua testa e as mãos no seu rosto. O coração que lhe queria saltar do peito abrandou e um sorriso formou-se-lhe nos lábios.
- Obrigada - disse ela.
- Eu é que devia agradecer-te.
- Então agradece.
     Ele sorriu.
- Obrigado, Melody - disse num tom de brincadeira mas a tencionando cada palavra. - Adeus, pequena.
- Até já - Melody replicou, com um sorriso. Estendeu-se em bicos de pés, deu-lhe um beijo na bochecha e abraçou-o outra vez com força.
      Largou-o, disse-lhe outro Até já  no ouvido e foi a correr ter com a irmã e Ryan que estavam mais à frente. Eles acenaram-lhe até já estarem a uma distância consideravelmente longe. Melody virou as costas a perguntar-se como ia superar todos os momentos que teve com Axel sem o coração lhe doer um bocadinho.

     
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- Porque é que estás tão vermelho? - perguntou Melody a Ryan. 
     Ele estranhou a pergunta e ficou ainda mais vermelho. 
- Está calor - disse, irritado. 
- Já bebeste água, Ryan? - disse Violet. 
- Estou bem. Parem com as perguntas. 
- O que aconteceu ao teu bom humor? 
- Ficou na floresta - respondeu. 

      Órion apareceu no jardim. O trio tinha acabado de descobrir onde a entrada do túnel ficava sem a ajuda dele. Porém, ele cumprimentou e observou-os a serem sugados pelo vento misterioso do túnel escuro e molhado. Ryan foi, obviamente, o primeiro a queixar-se. 
- Melody, podes resolver isto? As roupas acabaram de nos serem dadas e já estão quase todas encharcadas - disse. 
- Vi, luz? 
- Mas que raio é que vocês estão a fazer? - disse Troy a iluminá-los com uma luz azul e acompanhado de um animal de um metro e setenta e poucos de altura. Melody estava a levantar a t-shirt de Ryan e este estava com os braços levantados numa posição estranha. 
- Eu podia perguntar-te o mesmo, Evans - suspirou o rapaz.

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