Leva-me Contigo - VI


- Que barulho é este? Que irritante.. - disse eu acabada de acordar.
 O Tim disse qualquer coisa mas nem percebi o quê. Olhei para o telemóvel e já passava quase 20 minutos do meio-dia o que significa que estávamos mais que atrasados!
- Oh my god Tim, estamos atrasados! Acorda já!
- Estamos o quê?
- Atrasados, estamos muito atrasados. Despacha-te. Temos tudo para fazer em menos de 10 minutos.
- Unf - resmungou ele.

 Ele levantou-se e foi fazer o pequeno almoço enquanto eu vestia-me e arranjava-me.

- Queres geleia, manteiga, misto ou nuttela? - gritou ele super descontraído.
- Humm, pode ser misto !
- Esta bem.
- Amor, visto o quê?
- Roupa !
- Estava a pensar em vestir macarrão! Obrigada pela sugestão amor! - disse ironicamente.
- Ahahahah

 Vesti qualquer coisa e fui ter com ele à cozinha. Ele ainda estava com os boxers e a t-shirt.

- Oh Deus, MARTIM ! Vai te vestir ok?
- Relax, eu despacho-me. Agora come.
- Então vai.
- Já vou boss - deu-me um beijo na bochecha e foi vestir-se para o quarto.

 Chegámos atrasados. Nenhum de nós ia a tempo de apanhar a aula, faltava pouquíssimo tempo para acabar e de certeza que os professores não nos deixariam entrar. Aproveitámos para estar mais um pouco juntos já que os professores fizeram questão de criar um horário que não coincidisse com nenhuma hora do meu. Para não falar que estamos em diferentes áreas, as nossas salas são opostas uma à outra e saiu das aulas mais tarde que ele. Fixe han?
  Ok, há sempre aquela hora ou minuto que coincide com o horário dele, mas até chegar à sala dele demora o intervalo todo! A escola não é propriamente pequena, 2500 alunos não é pouca gente. E os minutos que temos em comum são 10. Sim, sempre que posso vou lá ter com ele, mas no final do dia é quando podemos estar a sós e conversar e outras coisas.

 Eu nem estava a acreditar no que me estava a acontecer. O meu odiado stor, decidiu meter-me a fazer trabalhos depois das aulas. Deixou-me na biblioteca e disse para fazer 3 páginas de exercícios de gramática. Urgh, que nervos que me deu. Fui para a biblioteca, e ele foi ver se lá estava.

- Então Margarida, está com dúvidas? - perguntou.
- Sim por acaso, quando posso ir embora mesmo?
- Quando acabar todas estas páginas.
- E posso saber o porquê de estar aqui?
- Acho que está com dificuldades e penso que isto será uma mais valia para si.
- Ah esta bem. Então, quando o stor perguntar se quero essa mais valia eu estarei à disposição para dizer que não - ele ainda tentou mandar-me calar, mas já estava em pé- tenha uma boa tarde - e saí.

 Que lata. Até parece que sou a única que não se entende com gramática. Já passei definitivamente para a lista negra dele e os meus pais já devem estar com os lugares guardados na sala para falar da minha falta de educação. Que se lixe, tenho mais que fazer do que ir para a biblioteca estudar e fazer exercícios. Tenho uma relação para cuidar, o que é muito mais interessante.

- Então amor, vieste tarde...aconteceu alguma coisa? - perguntou Martim preocupado.
- Oh nada príncipe, o meu stor de Português estava a gostar de me ver fazer exercícios a mais. E eu bazei, não ia ficar ali...
- Ainda arranjas problemas com os teus pais - disse preocupado, e agarrou-me pela cintura de maneira a ficarmos mais próximos.
- Os meus pais sabem que estou com as minhas notas em ordem, e não é por isto que me metem de castigo.
- Pois, esperemos que sim bebé - e deu-me um beijo.
- Já te disse que gosto milhões de ti? - sorri-lhe.
- Hum... Não.
- Então pronto, gosto milhõões de ti!
- Han? Não percebi...
- Ahah, gosto milhões e milhões de ti - disse-lhe ao ouvido.
- Assim está melhor - beijou a minha bochecha e sorriu-me.

 Fomos ao café, que era a coisa mais linda de sempre. Acho-o lindo. Não é daqueles novos, é daqueles meio antigos, mas super amável.  Tem cadeiras brancas, com traços delicados, e tem também, há entrada, vasos com flores. Todas elas diferentes, com diferentes cores e tamanhos. Mas lindas. As mesas eram pequeninas e com pernas fininhas, mas nelas podia caber o mundo. Adorava. Era lindo.
 O habitual empregado veio à nossa mesa e fizemos os nossos pedidos. E no final ainda pedi um cupcake só para gulodice. Como era típico, o habitual cometário do Martim, surgiu.

- Vais ficar obesa, depois não te queixes que eu me vá embora.
- Oh Ti, não digas essas coisas... Queres um pouco? - e estiquei-lhe a mão onde segurava a pequena delícia.
- Achas que ia embora? Se fosse já não podia abraçar-te, dar-te beijinhos e... - sorriu.
- E...?
- E gostar assim, um tanto enorme de ti.
- AWWWWWWWWWWWW que fofo! - sorri e abracei-o. Dei-lhe um beijo e dei-lhe o que restava da pequenina delícia de chocolate e morango.

 Ele levou-me a casa e seguiu rumo à dele.

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