Delírios de Amor - XXXXIV

Fábio: Já estou cheio, não quero ficar obeso !
Iara: Então estás a ir no caminho certo.
Fábio: Parva.
Iara: Muito. Hum, olha ali em frente ! - Ele olhou e quando reparou que não havia nada olhou para mim de novo e trau! Ketchup na cara dele ! Ahahah. Ele olhou-me com um ar passado e pegou na maionese. - Não eras capaz ! Para já Fábio. Fábio !
Fábio: Chama-se vingança minha amiga ! - E atirou-me maionese para a cara que foi quase para o cabelo, o meu lindo cabelo!
Iara: Já chega, o meu cabelo não pode sofrer com isto portanto chega ahah.
Fábio: Quer dizer, então o meu já pode? É bem Iara.
Iara: Cala-te vá.

 Pagámos os pastéis, e ainda levei outro para comer no caminho, mas mais pequenino. Não queria ficar mesmo obesa não é? Encontrámos depois uma fonte que por sorte não estava ninguém por perto e lavámos a cara porque os guardanapos só limpavam, não deixavam a cara totalmente limpa. O ambiente estava perfeito, calor mas não demasiado, vento mas não era frio. Estava realmente agradável.

Iara: Bora tirar fotos... isso, vamos tirar fotos ! Anda!
Fábio: Vamos nada, tenho maionese no cabelo Iara.
Iara: Então deixa-me tirar, vá. Chega-te para lá.
 Sentei-me ao lado dele e comecei a tirar água da fonte e passá-la no cabelo dele, tentando tirar aquela maionese.
Fábio: Estou a ficar com pingas na cara Iara! Nem limpar o meu cabelo sabes.
Iara: Desculpe se não fui para limpadora de cabelos ok?
Fábio: Está desculpada.
Iara: Estou sempre.
Fábio: Nem sempre, Iara.
Iara: Ai é? Então? - Ele ficou sério, que até tentei dar uns risos para ver se o ambiente ficava melhor, mas nem isso adiantou.
Fábio: São coisas que já passaram, e agora o que importa mesmo é que me tires esta maionese. - Ele soltou um sorriso entristecido.
Iara: Então Fábio? Conta-me. - Colocando a minha mão na cara dele, acariciando-a.
Fábio: Tu sabes o que é, és tu. Desde de hoje de manhã que me viraste a cara quando ia-mos dar um beijo que penso que tu já não queres nada comigo. Ya, eu sei que estou sempre a falar disto, mas quando és a única pessoa que tenho por perto é difícil não parar de pensar. - Ele baixou a cabeça e ficou a olhar para baixo.
Iara(coloquei a minha mão entrelaçada na dele): És tão parvo!
Fábio: Um rapaz a confessar os seus sentimentos a uma rapariga e ela diz "és um parvo". Muito bom Iara, a sério!
 Beijei-o. Beijei-o como se fosse da primeira em casa dele, o mesmo sentimento e atração.
Fábio: Amo-te. Mesmo. - A sorrir, disse.
Iara: Eu também, mesmo!
 Afastamos-nos um pouco.
Fábio: Anda cá! - Agarrou-me na mão e puxou-me para o centro da praça cheia de pessoas. - Iara, namoras comigo? - Disse gritando, fazendo com que toda a gente parasse e começasse a olhar para nós. Toda a gente começou a dizer 'Aceita', e eu a corar !
Iara: Fábio, que vergonha, ahah. Tou toda vermelha, aposto.
Fábio: Tás linda meu amor! Não te preocupes com isso!
 Beijei-o e de seguida disse-lhe ao ouvido "Aceito"

A partir daí eu e ele começámos a namorar e passado três dias voltámos a Portugal.
O Lourenço estava lá à minha espera no aeroporto, e fui a correr dar-lhe um abraço! Contei-lhe do Fábio, e ele respondeu-me com "Já estava à espera, não reparaste na maneira que olhava para ti e tu para ele? Eu reparei, ahah".
 Quando cheguei a casa, como é que ela estava? O sofá estava meio rasgado, tinha coisas espalhadas pelo chão e algumas partidas.
Iara: Não acredito, ANGEL E BENNY! - Começaram logo a miar e a vir em direção a mim a pensar que lhes ia dar uma festinha. - Seus monstros, já viram o que fizeram? Estragaram-me a casa! - a Angel miou e o Benny limitou-se a espirrar para cima de mim.

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