A praia naquele dia estava vazia. Tal como ele gosta. O dia não estava muito bom, condizia com o espírito de Jay. Ele olhou o céu, e viu uma tempestade a caminho. «Pode ser que me limpe a alma», disse. Como era possível, alguém da sua idade sentir-se tão depressivo como ele sentia? Será genética? Algum feitiço ou veneno? Mil e uma perguntas e nenhuma resposta. Duma coisa ele tinha a certeza: amava-a acima de tudo. Nenhuma outra rapariga o cativou como ela, ele só tinha olhos para ela. O seu coração estava somente guardado para ela. Era ela, a tal para ele. Mesmo depois de tanto sofrimento, Jay, no fundo do seu coração, iria esperá-la, até que algo o mudasse, o fizesse sentir outra vez outro sentimento que não este de dor, coração partido e amor não correspondido. De repente, sente algo no seu ombro. O seu coração acelera. Mas depressa se apercebe de que se fosse realmente Anita, o seu toque seria diferente. «Olá Jay» disse Amanda na esperança de receber carinho da parte de Jay. «O que estás aqui a fazer? Está a chegar uma tempestade, devias estar em casa», disse. Amanda não se surpreendeu, mas não deixou isso afetar-lhe. «Bem, decidi falar um pouco contigo, pareces triste, vim animar-te» e esboçou o maior sorriso que conseguia, mas nem isso o convenceu. «Se precisasse de animação iria procurar uma discoteca, mas obrigada pela preocupação, já podes ir para casa», e com isto Amanda foi-se embora com uma raiva imensa. Jay soltou uma gargalhada pelo comportamento de Amanda e, de repente, começou a cair pequenos curativos do céu.
Underneath #50 Parte II
Luna e Sol teletransportaram-se para o sotão onde guardavam algumas das coisas que as gémeas usaram em crianças. Não estavam ali apenas para recolher os materiais, mas sim para enfrentar assuntos do passado. - Sol, eu sei o que estás a pensar... O que eu disse... Bem... O seu marido estava a alguns passos mais adiante de costas viradas para ela. De certo modo, ela não percebia o comportamento dele mas por outro lado compreendia totalmente. Depois das gémeas terem nascido, os dois concordaram em não terem mais filhos, mas Sol sempre trouxe o assunto à conversa. Luna sempre pensou que era uma espécie de piada ou que não devia levar a sério... Até agora. Tantos anos a ignorar as suas deixas para aceitar os bebés que nada lhe eram. - Luna, não estou zangado - abanou a cabeça e colocou o braço de modo a Luna poder agarrar-lhe a mão. - Mas... - Eu sei. Desculpa - ela apertou com ambas as mãos a mão de Sol. - Mas vê isto como u...

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