De repente comecei a ressuscitar pensamentos há muito mortos, ou assim julgava. Porque vi-te de novo passado longos meses e os teus olhos continuavam do mesmo tom e com a mesma simplicidade que sempre me cativou. A sua cor ainda mais realçada sendo assim impossível de ser ignorada, por mim. Como se, mesmo que tentasse, o meu sorriso para ti, independentemente da distância entre nós, nunca desaparecesse. E a verdade é mesmo essa. Para ti, o meu sorriso nunca irá desaparecer. Talvez, feliz ou infelizmente, eu nunca irei esquecer o teu riso parvo ou como gosto quando te metes comigo. Tenho saudades tuas, isso é certo. E se pudesse voltar atrás, eu voltava sem pensar duas vezes. Mas agora é tarde de mais e eu já compreendi e aceitei isso. Mesmo sem estar perto de ti a todo o minuto, ainda consigo ver-te como és. E isso é suficiente e sempre irá ser. Porque tu és suficiente para mim.
Underneath #50 Parte II
Luna e Sol teletransportaram-se para o sotão onde guardavam algumas das coisas que as gémeas usaram em crianças. Não estavam ali apenas para recolher os materiais, mas sim para enfrentar assuntos do passado. - Sol, eu sei o que estás a pensar... O que eu disse... Bem... O seu marido estava a alguns passos mais adiante de costas viradas para ela. De certo modo, ela não percebia o comportamento dele mas por outro lado compreendia totalmente. Depois das gémeas terem nascido, os dois concordaram em não terem mais filhos, mas Sol sempre trouxe o assunto à conversa. Luna sempre pensou que era uma espécie de piada ou que não devia levar a sério... Até agora. Tantos anos a ignorar as suas deixas para aceitar os bebés que nada lhe eram. - Luna, não estou zangado - abanou a cabeça e colocou o braço de modo a Luna poder agarrar-lhe a mão. - Mas... - Eu sei. Desculpa - ela apertou com ambas as mãos a mão de Sol. - Mas vê isto como u...
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