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Underneath #1

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O Troy começou a correr na esperança de conseguir ir a tempo da primeira ronda do campeonato de Surf de Crystal Waters. A adrenalina começou rapidamente a pulsar nas suas veias. A energia contagiante só o fazia correr mais depressa. Ele ia conseguir, finalmente, mostrar o surfista que é. Com tanto entusiasmo, Troy nem conseguiu ver com quem colidiu e caiu. Primeiro, preocupou-se com a sua prancha, e depois com a pessoa com quem chocou.  - Vê por onde andas - disse o rapaz. - O que...? - Troy encarou o rapaz. Os seus olhos não acreditavam no que viam. Porém, aquele tom de azul dos seus olhos não enganavam, ou aquele sorriso. - Ryan? Ryan Bennett? - Estava a perguntar-me quanto mais tempo irias demorar a perceber. Francamente, andas a ficar mais burro ou é só impressão minha? - Ryan sorriu a estender-lhe a mão.       Troy levantou-se e abraçou-o, ignorando por completo a mão dele.
- O que fazes aqui? Desapareceste da face da Terra. Já lá vão... - Seis anos, penso eu - completou el…

Underneath #0

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Charlotte abriu as janelas. O sol brilhava, o cheiro a sal e a frescura do mar chocaram com o seu rosto. Ela sorriu.
- Rapazes! Vamos lá, acordem! - Charlotte berrou a caminho da cozinha.
    O primeiro a acordar foi o seu marido, Steve, que lhe deu um beijo no rosto antes de lhe dizer bom dia. Depois de ambos estarem vestidos e terem tudo pronto foram acordar o pequeno Troy que teimava em ficar na cama. Era o décimo aniversário dele. Charlotte e Steve escolheram uma prancha novinha em folha para ele. Agora, Steve podia ensinar-lhe alguns truques mais avançados que nunca tiveram oportunidade de experimentar.
     Assim que Troy acordou e soprou as dez velas do seu bolo, de ananás e chantilly, eles foram a caminho da praia. Durante o caminho o ar foi preenchido por risos e animação. Charlotte levava um cesto cheio com as comidas preferidas de Troy, água, sumos e sobremesas, e uma grande toalha vermelha e branca. Steve colocara Troy nos seus ombros e fingia ser um avião comandado pel…
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De repente comecei a ressuscitar pensamentos há muito mortos, ou assim julgava. Porque vi-te de novo passado longos meses e os teus olhos continuavam do mesmo tom e com a mesma simplicidade que sempre me cativou. A sua cor ainda mais realçada sendo assim impossível de ser ignorada, por mim. Como se, mesmo que tentasse, o meu sorriso para ti, independentemente da distância entre nós, nunca desaparecesse. E a verdade é mesmo essa. Para ti, o meu sorriso nunca irá desaparecer. Talvez, feliz ou infelizmente, eu nunca irei esquecer o teu riso parvo ou como gosto quando te metes comigo. Tenho saudades tuas, isso é certo. E se pudesse voltar atrás, eu voltava sem pensar duas vezes. Mas agora é tarde de mais e eu já compreendi e aceitei isso. Mesmo sem estar perto de ti a todo o minuto, ainda consigo ver-te como és. E isso é suficiente e sempre irá ser. Porque tu és suficiente para mim.

As Fases da Lua

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Espero que tenham gostado desta nova história. Eu adorei escrevê-la e fiquei mesmo apegada às personagens. Houve imensas coisas que podia ter aprofundado sobre esta força de poder dos planetas, mas isso alongaria muito a história e não iria desenvolver como queria. Além disso, acho que é sempre bom ter algum mistério sobre o assunto para podermos imaginar as nossas próprias teorias. No entanto, se quiserem saber das minhas teorias, basta comentar abaixo. E se tiverem outros comentários que gostassem de divulgar, força, adorava lê-los. ♥

And They Lived Happily Ever After #59

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Luna 


     Depois do funeral da Vénus, eu e a avó decidimos fazer um belo jantar para toda a gente. Comida é praticamente o sinónimo de felicidade.
     Eu e a avó estávamos na cozinha, enquanto que os rapazes estavam na sala que nem uns moribundos, a preparar o jantar. Decidimos até fazer a sobremesa para não permitir que a nossa cabeça pudesse pensar no assunto do momento. A avó estendeu-me uma travessa, agarrei-a e de súbito senti uma tontura que percorreu-me o corpo inteiro e a travessa caiu, tornando-se em mil pedacinhos de vidro.  - Luna! - ouvi a avó antes de desligar-me.      A minha visão não era do futuro. Não era uma mensagem como Tema me enviara. Era uma visão do presente que estava a passar-se naquele momento.       O Tema e a Vénus estavam juntos de novo a caminhar em direção a uma poderosa luz branca mas então vi o corpo dele deitado junto ao seu caixão. Morto. Tema encontrava-se morto. E então ouvi uma voz familiar. A Lua.  - Luna, por favor vai ao encontro do corpo…

I'll Never Let You Go Again #58

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     A visão dele estava desfocada. Apenas via silhuetas negras e várias flores brancas. Elas estavam em todo o lado. À volta dele, à volta dela, no seu cabelo ruivo, na roupa das pessoas. Por um momento Tema esqueceu-se onde estava, quem era e o que estava a acontecer diante dos seus olhos. O funeral da Vénus. Era isso que estava a acontecer.       Dois dias depois da guerra Tema recebeu uma informação da Mondy e pedir-lhe que trouxesse Vénus para o seu planeta. Com a sua morte, o planeta dela voltou a materializar-se sozinho. Nesses dois dias ele chorou imenso, contudo, de vez em quando, sorria a imaginar peças em que eles os dois era os protagonistas. Um romance com um final feliz. Com direito a um viveram felizes para sempre. Porque eles iriam viver felizes para sempre se não fosse por ele. Era o que ele pensava e isso desencadeava as lágrimas, a tristeza, a solidão, a dor.      Agora, Tema olhava para o corpo dela guardado num caixão de vidro, usando um vestido branco a segur…

The Loss #57

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Tema 


     Fria. Morta. Caída. Destruída. Derrotada. Desiludida. Amada. Era assim que Vénus se encontrava. - Lamento muito - Qaya murmurou ao pousar a mão no seu ombro.       As palavras não se formavam na sua garganta que estava seca. Ele não conseguia pensar, falar. Nem ouvia propriamente. Todos os sons pareciam um abafo, um zumbido distante, rapidamente evaporados no ar. E ele abraçava-a à espera de acordar daquele pesadelo. Porque uma coisa destas só podia acontecer num sonho.
     Finalmente, a chuva caiu dos céus. - O que devemos fazer? - Tema ouviu Luna sussurrar ao seu Tal.  - Não sei. Não sei. Nem acredito que ela... - a voz de Sol fraquejou. - Nem eu - disse Luna. - Mas Sol, temos de ajudá-lo - murmurou. - Eu não preciso da vossa pena - Tema cuspiu as palavras como se fossem água do esgoto. - Vão-se embora! Já têm o que querem! Eu perdi. Eu perdi tudo! Eu perdi tudo... Tudo... - Tema, vamos para casa - pediu Qaya.  - Eu não tenho casa - replicou ele, a olhar o corpo morto…