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why life can't be perfect

perfect dream

não sei quem tu és, de onde vens. se és só fruto da minha imaginação, dos meus desejos ou... sei lá, apenas apareces-te. a verdade é que, o teu sorriso é lindo e encanta-me tanto. és tão amoroso e simpático. podias sair do meu sonho e vir para mim. ficavas muito melhor nos meus braços; não sei onde estava, sei que, nessa casa, conhecia os que lá moravam e me eram queridos. talvez primos. estávamos a limpar, olhei para a janela pois ouvi um carro a chegar. de lá, saís-te tu. estavas a rir, os teus olhos brilhavam o teu sorriso era lindo. morri ali sabes? estava na esperança que não me tivesses visto, mesmo que os nossos olhares se cruzaram, eu ainda tive tempo de virar-me. e, como o meu sonho arranja maneira de me tramar, alguém bate à porta. nem liguei, mas reparei que a minha tal "prima" o conhecia e eram amigos. não reconheci a voz e olhei para a porta e perguntei quem era quando disseste «Olhem só se não é a rapariga que me estava a espreitar» , fiquei pior que estragada…
já era tarde de mais para algo existir entre nós. estávamos mudados de mais, havia muitas diferenças, existiam gostos opostos e o amor não era o mesmo. vi no teu olhar, o teu amor por mim a ser levado por uma brisa de perfume de lilás. os teus olhos já não brilhavam, o meu sorriso não te pertencia e o nossos corações não eram preenchidos um pelo outro. já nem o nosso beijo era igual. já não tinha saudade, amor, ternura ou preocupação. apenas algo forçado pela nossa etiqueta, namorados. e foi ao olhar para ti, esses olhos pequenos e castanhos que vi a tua resposta à minha pergunta, feita na minha mente e distribuída pelo meu olhar. sorriste-me, sorri-te. afinal, valeu a pena. vale sempre a pena lutar pelo que se quer, e eu, queria-te. e não te larguei porque encontrei alguém melhor. apenas o sentimento que fora construído já não tinha por onde se pegar, e às vezes, não era para ser. não me arrependo, e eu sei que tu também não. foi bom enquanto durou. e é nisso que temos que nos agarr…

oh lord, porque é que vêm com coisas do facebook quando um blog serve para fugires dessa mesma coisa?

peço desculpa se para mim são coisas que não me assistem
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O cheiro da chuva era adorado por Jay. Ele simplesmente gostava. O casaco preto que tinha vestido estava a pesar nos seus ombros. A areia à sua volta agarrava à sua roupa, as gotas que caíam uniam-se às suas lágrimas e as nuvens, essas escondiam o sol que a levaram. O mar parecia chamá-lo. As ondas esforçavam-se para ir até ele. Levantou-se e a sensação foi como se estivesse bêbado. O equilíbrio faltava-lhe, a visão não era clara e a mente não estava nos seus melhores dias. Com a pouca força que lhe restava despiu o casaco preto, comprido e espesso, e deixou-o caído no chão. Caminhou até ao mar, nadou até não ter pé, e deixou-se cair. Fechou os olhos enquanto a água o envolvia, mas logo os abriu. Queria ver o mundo dela, de Anita. Apercebeu-se que o ar faltava-lhe. «Que idiota, achas mesmo que irias respirar aqui em baixo génio?» pensou ele, mais ou menos. O seu corpo só reagia meio em pânico, e a certo momento achou que a melhor opção era mesmo adormecer. Lá em baixo ele nem sentia …

Leva-me Contigo - VI

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- Que barulho é este? Que irritante.. - disse eu acabada de acordar.  O Tim disse qualquer coisa mas nem percebi o quê. Olhei para o telemóvel e já passava quase 20 minutos do meio-dia o que significa que estávamos mais que atrasados! - Oh my god Tim, estamos atrasados! Acorda já! - Estamos o quê? - Atrasados, estamos muito atrasados. Despacha-te. Temos tudo para fazer em menos de 10 minutos. - Unf - resmungou ele.
 Ele levantou-se e foi fazer o pequeno almoço enquanto eu vestia-me e arranjava-me.
- Queres geleia, manteiga, misto ou nuttela? - gritou ele super descontraído. - Humm, pode ser misto ! - Esta bem. - Amor, visto o quê? - Roupa ! - Estava a pensar em vestir macarrão! Obrigada pela sugestão amor! - disse ironicamente. - Ahahahah
 Vesti qualquer coisa e fui ter com ele à cozinha. Ele ainda estava com os boxers e a t-shirt.
- Oh Deus, MARTIM ! Vai te vestir ok? - Relax, eu despacho-me. Agora come. - Então vai. - Já vou boss - deu-me um beijo na bochecha e foi vestir-se para o…
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Acordou. Respirou o ar, encarou a realidade. Decidiu abrir os olhos, e arrependeu-se. Não via cor, ou motivo de viver. Como se a vida já não tivesse a sua pica. Como se a felicidade tivesse sido levada com ela, para o sol. E com o sol, a cor fugiu por entre as ondas, a diversão o mar tinha sugado, e o amor Anita tinha levado, no seu olhar. «Um dia isto passa, passa sempre» pensou Jay, e no fundo do seu ser, implorava que isso um dia acontecesse. Ele sabia que ela não voltaria. Que loucura a faria mudar de ideias, se nem o amor dele a fez?  A praia naquele dia estava vazia. Tal como ele gosta. O dia não estava muito bom, condizia com o espírito de Jay. Ele olhou o céu, e viu uma tempestade a caminho. «Pode ser que me limpe a alma», disse. Como era possível, alguém da sua idade sentir-se tão depressivo como ele sentia? Será genética? Algum feitiço ou veneno? Mil e uma perguntas e nenhuma resposta. Duma coisa ele tinha a certeza: amava-a acima de tudo. Nenhuma outra rapariga o cativou c…