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Delírios de Amor - XXXXV

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Monstros, é o que eles são. As coisas que partiram, graças a Deus não eram nada de especiais. E quanto ao sofá, eu colocava uma manta ou isso por cima e estava o problema resolvido.

 Infelizmente as aulas estavam a começar, era o primeiro dia e o maldito despertador não tocara a horas. Acordei foi com os gatos a lamberem-me e depois que vi as horas tive de despachar-me. Vesti rápido umas calças brancas, com um top rosa/bege, saltos altos bege, um casaquito e a mala. Penteei-me, lavei os dentes, peguei numa fruta e saí de casa muito à pressa. A ir para o carro, lembrei-me que não tinha o telemóvel comigo e lá fui eu buscá-lo.
  À entrada da escola estava o Fábio e o Lourenço a ter uma conversa que parecia estar muito animada, pelos vistos.

Iara: Que imagem maravilhosa, de vocês os dois a falarem e a criarem laços. Yey.
Lourenço: Que parva, logo de manhã. -O Fábio agarra-me, dá-me um beijo na bochecha e diz-me ao ouvido. - Não vim para a escola para aprender a ser vela.
Iara: Ahah cal…

Delírios de Amor - XXXXIV

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Fábio: Já estou cheio, não quero ficar obeso !
Iara: Então estás a ir no caminho certo.
Fábio: Parva.
Iara: Muito. Hum, olha ali em frente ! - Ele olhou e quando reparou que não havia nada olhou para mim de novo e trau! Ketchup na cara dele ! Ahahah. Ele olhou-me com um ar passado e pegou na maionese. - Não eras capaz ! Para já Fábio. Fábio !
Fábio: Chama-se vingança minha amiga ! - E atirou-me maionese para a cara que foi quase para o cabelo, o meu lindo cabelo!
Iara: Já chega, o meu cabelo não pode sofrer com isto portanto chega ahah.
Fábio: Quer dizer, então o meu já pode? É bem Iara.
Iara: Cala-te vá.

 Pagámos os pastéis, e ainda levei outro para comer no caminho, mas mais pequenino. Não queria ficar mesmo obesa não é? Encontrámos depois uma fonte que por sorte não estava ninguém por perto e lavámos a cara porque os guardanapos só limpavam, não deixavam a cara totalmente limpa. O ambiente estava perfeito, calor mas não demasiado, vento mas não era frio. Estava realmente agradável.

Iara:…

make it stop.

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decidi-me e agora não volto atrás. esquecer-te e ignorar-te é o meu objectivo e penso cumpri-lo. mesmo que te aproximes de novo, as vezes todas que te foste embora foram imensas e estar sempre neste zig-zag dói. porque, não sei o que esperar de ti e nem sei o que esperar de mim. fazes-me isto, tornaste-me nisto. presa a ti por uma corrente difícil de soltar, e estou a tentar quebrá-la mas as forças começam a esgotar-se e o desejo de me pertencer a ti consome-me por inteiro querendo sentir-te ainda mais perto de mim, fazendo com que enlouqueça mais rápido do que penso e tornando-me assim ainda mais tua. mas, mesmo que tudo o que se tenha passado signifique algo, para mim, é tarde de mais. e se tu realmente te importasses, terias corrido atrás.   visto que nada disto, eu importa, pronto. porque tu me haverias de importar? ah pois, esqueci-me que sim, realmente importas e não sei como fazer para parar.

Delírios de Amor - XXXXIII

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Fiquei cansada muito depressa, mais depressa do que pensava mas mesmo assim continuei a correr atrás dele o quanto pude. Mas a certo momento deixei de o ver, como se tivesse evaporado. Parei para descansar, e sentei-me, dei uma vista de olhos à volta e continuei a não vê-lo. Levantei-me fui ver ao pé da piscina e ele não estava em lado nenhum. Senti as mãos de alguém nas minhas costas enquanto andava ao pé da piscina que me empurraram para água, e quando vi era o FábioA a rir-se de mim feito anormal!
Fábio: Ahahahahahahah !
Iara: És mesmo parvo Fábio, agora tou toda molhada!
Fábio: Népia, caís-te numa piscina e havias de tar seca não? Ahaha.
Iara: Ah ah ah, que piadão!
 E fui para a toalha em passo rápido, ele veio atrás de mim e agarrou-me no braço.
Fábio: Não ficaste chateada pois não? -  Fiz-lhe cara de má e aborrecida. - Pronto, desculpa.
Iara: Não faz mal - A rir da cara dele por parecer tão culpado, ahah.
Fábio: Mesmo croma, ahah.
Iara: Gostas assim portanto, xiu!
Fábio: Pois gosto!
what can i do to make you want me? 
dás-me sinais tão confusos, caminhos incertos e respostas tão diferentes. e sim, apaixonei-me na mesma, sabendo que ia cair nisto, em ti.
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envolve-me nos teus braços de novo. como quando fazias à dias atrás. naqueles não muito fortes nem muito fracos, quentes e protectores braços que eu tanto gosto de sentir à minha volta. e mesmo que seja por meros segundos, fá-lo. sussurra ao meu ouvido como é o teu hábito fazer, faz-me rir e gozar contigo como antes fazias porque agora só trocas puras palavras que a mim não têm valor comparado ao que me dizias antes. não me faças perder o interesse por ti, interesse esse que foi tão difícil de admitir a mim própria. não te agarres a outra que não seja eu. isso irá fazer com que, por dentro, fique em pedaços mais pequenos que eles próprios.

should i give up?

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é como se tu fosses eu, e mesmo tu não sejas eu sinto-o assim. dessa maneira. não quero ser aquela por quem tu dizes que foi só outra que se apaixonou por ti, mas sim aquela por quem se apaixonou por ti e tu te apaixonaste-te por mim e vivemos felizes até o tempo decidir por um ponto final. não me vais fazer declarar-me não vais? pois só falta na minha testa estar escrito isso mesmo. é difícil o suficiente manter-te por perto, quanto mais que sejas meu alguma vez. parecem aos montes, montes delas a gostar de ti e tu delas. mesmo sabendo que és capaz de amar a sério alguém, porque haveria de ser a mim não é? pois, percebo. não devia pensar assim, mas pronto, não me dás outra justificação. quero desistir mas quando estou prestes a fazê-lo tu voltas para mim, ficas mais próximo que nunca. percebe que não ajudas nisto tudo, nada mesmo. és o maior labirinto por onde passei.