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A mostrar mensagens com a etiqueta o diário de jay
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Acordou. Respirou o ar, encarou a realidade. Decidiu abrir os olhos, e arrependeu-se. Não via cor, ou motivo de viver. Como se a vida já não tivesse a sua pica. Como se a felicidade tivesse sido levada com ela, para o sol. E com o sol, a cor fugiu por entre as ondas, a diversão o mar tinha sugado, e o amor Anita tinha levado, no seu olhar. «Um dia isto passa, passa sempre» pensou Jay, e no fundo do seu ser, implorava que isso um dia acontecesse. Ele sabia que ela não voltaria. Que loucura a faria mudar de ideias, se nem o amor dele a fez?  A praia naquele dia estava vazia. Tal como ele gosta. O dia não estava muito bom, condizia com o espírito de Jay. Ele olhou o céu, e viu uma tempestade a caminho. «Pode ser que me limpe a alma», disse. Como era possível, alguém da sua idade sentir-se tão depressivo como ele sentia? Será genética? Algum feitiço ou veneno? Mil e uma perguntas e nenhuma resposta. Duma coisa ele tinha a certeza: amava-a acima de tudo. Nenhuma outra rapariga o cativou c…
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Num impulso instintivo, Jay correu com a maior velocidade que conseguia e saltou para as águas frias onde estava a sua amada. Nem ligou à frieza que estava aquele mar, só olhar de Anita aquecia-lhe o mundo. Ele estava a pouco centímetros dela, e não queria tocá-la. E se fosse tudo fruto da sua imaginação? Que o seu amor o tenha feito um doido agora, e o que estiver a ver for uma ilusão? O coração fala mais alto, Jay não consegue impedir o ato de acariciar-lhe o rosto e de sorrir, sabendo que ela estava mesmo ali. Ao pé dele. Finalmente. Ele queria dizer-lhe tantas coisas, perguntar-lhe tantas coisas, mas nenhuma palavra parecia a certa. O seu infinito pensamento foi quebrado pela voz de Anita, que lhe parecia tão familiar e acolhedora. «Olá Jay», disse ela, com a maior inocência. «Porque me abandonas-te? Deixaste-me...porquê?», perguntou Jay, com a maior tristeza na sua voz e olhar. Anita largou-se das mãos de Jay que estavam na sua face e recuou um pouco, para o poder olhar melhor. …
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ela estava no fundo, no fundo do mar. onde o azul escuro predomina e criaturas cintilantes ganham vida. ela sabia que ali seria o seu lar, não as profundezas, mas sim o imenso mar. ela ganhara o que mais desejara, uma nova vida. e de onde a pequena Sereia queria sair, ela queria entrar. viver sobre a corrente, ser livre de tudo e todos à volta e ser outra pessoa. na cabeça dela, era uma decepção para todos, um fardo. «sou inútil» pensava ela. e lá de longe, um alguém a observava, desde sempre. esse alguém soube do acontecimento e foi como se lhe espetassem uma faca no coração. quer dizer, o seu amor perdera-se numa mancha azul e agora o que seria de si? «não posso fazer nada, perdi-a» pensava Jay enquanto no seu rosto uma chuva caía dos seus olhos. ela sentia-se acarinhada pelo mar, pelos seus seres, pelos seus segredos e ela sabia que ainda era só o começo, havia ainda tanto por descobrir. e ela tinha o tempo todo do mundo. Jay, fora à praia, sentou-se na areia olhando para o mar e …
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vi-me ali estendida no chão, implorando entre oceanos de lágrimas que voltasses para os meus braços. não suportava a ideia de ter acabado, de tudo o que construímos tivesse um fim. destruí-me completamente, tu destruíste-me completamente. não conseguia ver mais nada se não a porta, porque se ela se abrisse quem a abriria serias tu. tu e somente tu. porque significava que abriste os olhos, e viste que me fizeste mal e voltaste para corrigir esse mesmo mal. e eu esperava, esperava e esperava. segundos, minutos, horas, dias e noites a fio. esperava porque mesmo sabendo o que me fizeste eu amava-te e ninguém sabe e talvez, ou melhor, nem eu sei o tamanho do meu amor por ti. e durante essa espera, cada movimento que um simples e pequeno toque do vento fizesse só me dava mais esperança que nunca iria passar e que eu própria não queria que passasse, nunca e nunca.   mas tu nunca mais aparecias. passaram-se semanas, meses e nem um único sinal teu. quando me apercebi lá estava eu caída em l…